Projeto VENTUS, criado por estudantes da NOVA FCT, vence programa de empreendedorismo com proposta de energia eólica urbana de baixo custo instalada em postes de iluminação.
Uma solução inovadora de energia eólica voltada para ambientes urbanos conquistou o primeiro lugar na 14ª edição do Programa de Empreendedorismo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa.
O projeto, batizado de VENTUS, propõe a instalação de turbinas de eixo vertical em postes de iluminação pública para gerar energia limpa e descentralizada.
A iniciativa venceu a competição e garantiu à equipe o prêmio máximo de 1.000 euros. O objetivo é simples e direto: aproveitar o vento nas cidades para produzir eletricidade localmente, com baixo custo e menor impacto ambiental.
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Ao longo de fevereiro, mais de 900 estudantes participaram do programa. Ao final, 12 equipes foram selecionadas para apresentar suas propostas a um júri formado por representantes das empresas Axians, Deloitte, Jerónimo Martins e NOS.
Como funciona a proposta de energia eólica de baixo custo
Diferentemente das grandes torres vistas em parques eólicos, o VENTUS aposta em turbinas de eixo vertical.

Esse modelo pode ser instalado diretamente em postes de iluminação já existentes. Assim, evita-se a necessidade de grandes estruturas e amplia-se o acesso à energia eólica em centros urbanos.
A proposta busca descentralizar a geração de energia. Ou seja, produzir eletricidade próxima de onde ela será consumida. Além disso, a solução promete reduzir custos operacionais e facilitar a manutenção.
Em um momento em que o debate sobre transição energética ganha força, iniciativas como essa colocam a energia eólica em um novo patamar. Agora, não apenas em áreas rurais ou litorâneas, mas também dentro das cidades.
Outros projetos premiados ampliam debate sobre sustentabilidade
Embora a energia eólica tenha sido o grande destaque, outras soluções também chamaram atenção. O segundo lugar ficou com o FungiFoam, que desenvolveu um material de isolamento térmico sustentável a partir de micélio, combinado com serradura e cortiça portuguesa. O projeto também recebeu o Prémio IMPACTO, no valor de 750 euros, por sua proposta sustentável.
Já o terceiro lugar foi conquistado pelo Celumetrics Exams – RenalNow, um biossensor capaz de analisar biomarcadores ligados à Doença Renal Crónica e enviar dados diretamente para um aplicativo, facilitando o acompanhamento médico.
Segundo Fernanda Llussá, coordenadora do programa ao lado dos professores Aneesh Zutshi e Virgílio Cruz Machado, os projetos deste ano demonstraram avanço significativo.
“Este ano, os projetos distinguidos evidenciam uma maturidade crescente, com muitos alunos já envolvidos no desenvolvimento de protótipos físicos e tecnologias validadas ao nível da prova de conceito. Trata-se de um passo decisivo na mitigação do risco tecnológico. O próximo desafio centra-se no mercado, onde a capacidade de adaptação e a rapidez na tomada de decisão assumem um papel determinante — competências cada vez mais valorizadas no contexto profissional”, afirma.
Enquanto isso, a proposta de energia eólica urbana levanta uma questão que divide opiniões: será que as pequenas turbinas espalhadas pelas cidades são 100% benéficas? Ou podem gerar poluição visual, por exemplo, além de afetar a passagem de pássaros no céu?

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