Exportações sob regime de maquila crescem em 2025, fortalecem a indústria e sustentam plano econômico que mira transformação estrutural até 2035
Um vizinho do Brasil vive um momento de expansão industrial que chama atenção na América do Sul. Em 2025, o avanço das exportações e o fortalecimento do regime de maquila consolidaram uma estratégia que mira crescimento acelerado e transformação estrutural da economia ao longo da próxima década.
Segundo o Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai (MIC), dados divulgados oficialmente em 2025 mostram que as exportações sob o regime de maquila somaram US$ 1,309 bilhão, o equivalente a aproximadamente R$ 6,8 bilhões. O resultado reforça o peso da indústria na economia nacional e evidencia o impacto das reformas legais implementadas para facilitar a atração de investimentos estrangeiros.

De acordo com o Banco Central do Paraguai, a estabilidade macroeconômica e os ajustes regulatórios recentes contribuíram para sustentar a expansão produtiva. O ambiente institucional previsível, aliado a incentivos fiscais competitivos, ampliou a confiança de empresas interessadas em produzir voltadas ao mercado externo.
-
Guerra no Oriente Médio atinge fertilizantes e transporte e pode pesar no bolso do brasileiro
-
Rússia avalia suspender gás para a Europa após disparada no preço da energia
-
Como uma guerra a milhares de quilômetros do Brasil começou a bagunçar rotas marítimas globais, encarecer contêineres e colocar em risco até 40% das exportações brasileiras de carne bovina
-
Guerra Irã EUA eleva Preço do petróleo e pressiona Mercados financeiros globais
Expansão industrial com base em incentivos e logística estratégica
O regime de maquila permanece como principal motor da competitividade industrial. O modelo oferece carga tributária reduzida em troca de produção destinada à exportação, o que tem ampliado a formalização de empregos e fortalecido a capacidade produtiva instalada.
Ao mesmo tempo, a eficiência logística ganhou protagonismo com o uso estratégico da Hidrovia Paraguai-Paraná. Essa estrutura reduz custos operacionais e amplia o alcance das exportações, consolidando vantagem regional.
Além disso, o uso intensivo de energia renovável tornou-se diferencial competitivo relevante. Indústrias eletrointensivas encontram no país condições energéticas favoráveis, o que reforça a estratégia de atração de investimentos produtivos.
Setores industriais lideram crescimento das exportações
Os segmentos de autopartes e confecções lideraram as exportações maquiladoras em 2025. As autopartes representaram 34% do total exportado, enquanto as confecções concentraram 16%, conforme dados oficiais divulgados pelo Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai.
Essa diversificação produtiva fortalece a geração de empregos formais e amplia o valor agregado das exportações. Paralelamente, a estratégia econômica prevê expansão gradual do setor de serviços, ampliando a base produtiva e reduzindo dependências estruturais.
Ambiente competitivo atrai investidores estrangeiros
Investidores estrangeiros, especialmente brasileiros, têm direcionado atenção ao ambiente fiscal competitivo e à segurança jurídica oferecida. Autoridades econômicas destacam que regras claras e estabilidade institucional fortalecem a previsibilidade para o capital externo.
Em um cenário internacional marcado por instabilidade econômica, esse conjunto de fatores posiciona o país como alternativa estratégica para investimentos industriais na região.
Plano Paraguay 2X projeta nova etapa econômica
O plano Paraguay 2X estabelece como meta dobrar o Produto Interno Bruto em um horizonte de dez anos, com projeção até 2035. A estratégia integra setores como alimentos, metalmecânica e novas tecnologias, ampliando a complexidade industrial.
Ao priorizar atividades de maior valor agregado e uso intensivo de energia renovável, o governo busca transformar estruturalmente a economia. Segundo informações oficiais apresentadas em 2025, o objetivo é consolidar um polo industrial emergente na América do Sul.
Diante desse cenário de crescimento industrial, incentivos fiscais e planejamento de longo prazo, a estratégia avança com foco em competitividade e sustentabilidade. A meta agora é manter o ritmo de investimentos necessário para sustentar a ambição de dobrar o PIB na próxima década.

Seja o primeiro a reagir!