Com 11 mil toneladas e 128 células de lançamento vertical, o destróier Sejong the Great é um dos navios de guerra mais armados do mundo e símbolo da força naval sul-coreana.
A Marinha da Coreia do Sul deu um salto estratégico ao colocar em operação a classe Sejong the Great (KDX-III), um dos projetos navais mais ambiciosos já desenvolvidos fora do eixo Estados Unidos–Rússia. Com deslocamento aproximado de 11.000 toneladas em plena carga e impressionantes 128 células de lançamento vertical (VLS), esses destróieres estão entre os mais fortemente armados do planeta. Equipados com o sistema de combate Aegis e radar AN/SPY-1D(V), os navios combinam defesa aérea em múltiplas camadas, capacidade antimíssil balístico e poder ofensivo de longo alcance.
A combinação entre tonelagem elevada e volume de mísseis coloca o Sejong the Great em uma categoria superior à maioria dos destróieres globais.
Classe Sejong the Great (KDX-III): origem e contexto estratégico
A classe Sejong the Great faz parte do programa sul-coreano KDX (Korean Destroyer eXperimental), que buscava modernizar profundamente a frota nacional. O objetivo era claro:
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Com suspensão hidráulica ajustável, carregador automático e um canhão capaz de lançar mísseis guiados, o MBT-70 foi o tanque mais avançado da Guerra Fria e também um dos projetos militares mais caros já cancelados pelos EUA e pela Alemanha
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Avião construído ao redor de um canhão: o A-10 Warthog carrega arma de 1,8 tonelada que dispara 3.900 tiros por minuto, destruiu 987 tanques na Guerra do Golfo e continua voando mesmo após 50 anos de serviço
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Depois de perder centenas de blindados em 1973, Israel projetou o único tanque moderno do mundo com motor na frente, uma decisão que nenhum outro país ousou copiar e que transforma a sobrevivência da tripulação em prioridade absoluta
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Com seis canhões sem recuo de 106 mm montados em uma torre compacta, o destruidor de tanques M50 Ontos tornou-se um dos veículos de combate mais incomuns da Guerra Fria e podia lançar uma salva devastadora contra tanques e fortificações.
- Proteger rotas marítimas estratégicas
- Ampliar capacidade de defesa antimíssil
- Projetar poder naval regional
- Operar em integração com forças aliadas
A Coreia do Sul, cercada por potências navais como China, Japão e Rússia, investiu em um destróier que fosse capaz de atuar tanto em defesa quanto em dissuasão regional.
O KDX-III representa o ápice tecnológico da indústria naval militar sul-coreana.
Dimensões e especificações técnicas do destróier Sejong the Great
Os números reforçam a magnitude do projeto:
- Comprimento aproximado de 166 metros
- Boca de cerca de 21 metros
- Deslocamento total superior a 11.000 toneladas
- Velocidade superior a 30 nós
- Propulsão combinada a gás (COGAG)
Esse deslocamento é significativamente superior ao de muitos destróieres tradicionais e se aproxima do tamanho de cruzadores de gerações anteriores. Em termos de tonelagem, o Sejong the Great supera vários destróieres ocidentais modernos.
128 células de lançamento vertical: um dos maiores arsenais do mundo
O principal diferencial da classe está no número de células de lançamento vertical (VLS). Cada unidade possui:
- 48 células Mk 41 (padrão americano)
- 32 células K-VLS (desenvolvimento coreano)
- 48 células adicionais para mísseis específicos

Totalizando 128 células de lançamento vertical, número superior ao de muitos cruzadores americanos da classe Ticonderoga. Essas células podem acomodar:
- Mísseis antiaéreos SM-2
- Mísseis de cruzeiro
- Mísseis antissubmarino
- Interceptadores balísticos
O volume de VLS posiciona o Sejong the Great entre os navios de superfície mais armados do planeta.
Sistema Aegis e radar AN/SPY-1D(V)
A classe Sejong the Great utiliza o sistema de combate Aegis, amplamente reconhecido por sua capacidade de rastreamento simultâneo de múltiplos alvos. O radar AN/SPY-1D(V) permite:
- Monitoramento de centenas de alvos
- Defesa aérea de longo alcance
- Integração com redes de defesa antimíssil
Esse sistema também permite capacidade de defesa contra mísseis balísticos em determinadas configurações. O Aegis transforma o destróier em uma plataforma de defesa aérea avançada em mar aberto.
Comparação com destróieres globais
Quando comparado a outras classes internacionais:
- Tipo 055 chinês: cerca de 112 VLS
- Arleigh Burke (EUA): cerca de 96 VLS
- Ticonderoga (EUA): 122 VLS
O Sejong the Great, com 128 células, ultrapassa a maioria deles em capacidade total de lançamento. Essa diferença quantitativa não significa superioridade absoluta, mas demonstra a prioridade dada pela Coreia do Sul ao poder de fogo concentradoO número de células VLS é um dos maiores já instalados em um destróier.
Capacidade antissubmarino e guerra de superfície
Além da defesa aérea, a classe possui:
- Sonar avançado
- Helicópteros embarcados para guerra antissubmarino
- Mísseis antinavio
- Torpedos
Essa combinação permite atuação em múltiplos cenários, desde escolta de comboios até operações independentes. A versatilidade operacional é um dos pilares do projeto.
Papel estratégico no Indo-Pacífico
A região do Indo-Pacífico é considerada uma das áreas de maior tensão geopolítica do mundo. A presença de:
- China
- Japão
- Coreia do Norte
- Rússia
- Estados Unidos
Torna o ambiente estratégico altamente dinâmico. A classe Sejong the Great fornece à Coreia do Sul:
- Capacidade de defesa contra ameaças regionais
- Participação em exercícios internacionais
- Integração com sistemas antimísseis aliados
O destróier é peça central da postura naval sul-coreana no século XXI.
Modernizações e versão Batch II
A Coreia do Sul iniciou uma segunda geração da classe, conhecida como KDX-III Batch II. Essa versão inclui:
- Radar mais avançado
- Melhorias no sistema de combate
- Capacidade ampliada de defesa antimíssil
A evolução contínua demonstra intenção de manter vantagem tecnológica regional.
Indústria naval sul-coreana e autonomia tecnológica
A construção da classe Sejong the Great envolveu grandes estaleiros sul-coreanos, consolidando o país como potência industrial naval.
A Coreia do Sul já é uma das maiores construtoras de navios comerciais do mundo, e o desenvolvimento militar reforça sua posição tecnológica. O programa KDX-III também representa fortalecimento da indústria de defesa nacional.
Um dos destróieres mais armados do planeta
Com 11.000 toneladas de deslocamento, 128 células de lançamento vertical e sistema Aegis integrado, o Sejong the Great consolidou-se como um dos destróieres mais poderosos já construídos fora das superpotências tradicionais.
Seu volume de armamento, combinado com radar avançado e capacidade multimissão, coloca a Coreia do Sul entre as principais forças navais da Ásia. O Sejong the Great não é apenas um navio de guerra, mas um símbolo da ascensão tecnológica e estratégica sul-coreana no cenário naval global.

Hoje em dia com drones e míssil, se torna alvo fácil muito grande
Infelizmente vulnerável a três ou quatro mísseis hipersônicos 🙄
um 055 é mais potente