Nova tecnologia de pesagem embarcada melhora logística agrícola e reduz deslocamentos no plantio de cana-de-açúcar.
Uma mudança operacional na Usina Santa Isabel está transformando a forma como a unidade conduz o plantio de cana-de-açúcar.
A empresa passou a realizar a pesagem embarcada das mudas diretamente na lavoura, ainda durante a colheita.
Com isso, elimina deslocamentos até a balança industrial e aumenta a eficiência da frente de plantio.
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A usina adotou a medida recentemente como parte de um ajuste na logística agrícola, área que exige controle rigoroso de tempo, transporte e produtividade no campo.
Com o novo sistema, as equipes medem o peso da carga no próprio transbordo da colheita.
Dessa forma, os conjuntos rodomudas saem diretamente da área de corte e seguem para o destino final do plantio.
O processo reduz o consumo de combustível e aumenta a disponibilidade de equipamentos na lavoura.
Sistema antigo exigia deslocamentos até a usina
Antes da mudança, o controle de peso das mudas dependia exclusivamente da balança industrial da unidade, conhecida no setor como “campeão”.
Nesse modelo tradicional, os caminhões carregados precisavam ir até a indústria para realizar a pesagem oficial.
Isso acontecia mesmo quando o viveiro de mudas ficava próximo da área destinada ao plantio.
Segundo o gerente agrícola da Usina Santa Isabel, Wilson Agapito, esse formato cumpria o papel de controle, mas criava gargalos logísticos.
“A dificuldade era deslocamento até a unidade industrial para pesagem, pois quando se trata de muda para plantio, o viveiro geralmente fica o mais próximo possível da área que será plantada.”
Na prática, esse processo consumia tempo da frente de plantio e elevava os custos com combustível e operação de máquinas.
Pesagem embarcada fornece peso real ainda na colheita
A pesagem embarcada mudou esse cenário ao levar a aferição do peso diretamente para o campo.
O sistema mede a carga no próprio equipamento de transbordo logo após a colheita da cana.
Com isso, a logística agrícola passa a trabalhar com dados imediatos, sem depender da validação posterior na balança industrial.
“O objetivo era ter o peso real da muda direto na colheita e sair dessa frente diretamente para o destino do plantio”, explica Wilson.
A tecnologia também melhora o controle do volume de mudas distribuídas na área plantada.
Os gestores conseguem calcular com mais precisão o consumo por hectare e reduzem distorções que antes surgiam quando o peso era estimado por médias ou amostragens.
Implantação rápida acelerou o ganho de eficiência
A equipe agrícola se adaptou rapidamente à nova tecnologia.
Segundo Wilson Agapito, a implantação ocorreu de forma ágil e não trouxe impactos negativos para a rotina da safra.
“A implantação foi muito rápida e a curva de aprendizagem da equipe também.
Após a implantação pela Multittech e com o treinamento deles, essa curva não passa de uma semana.”
Essa rapidez permitiu incorporar o sistema à rotina sem comprometer o cronograma do plantio de cana, etapa estratégica na produção agrícola da usina.
Tecnologia também ajuda no controle da Lei da Balança
Embora a Usina Santa Isabel utilize o sistema principalmente para pesagem de mudas, a tecnologia também pode atender operações de transporte de cana destinada à moagem industrial.
Esse uso ganha importância para empresas que precisam cumprir exigências relacionadas à chamada Lei da Balança, legislação que estabelece limites de peso para veículos de transporte de carga.
“Não utilizamos o sistema para pesagem de carga de cana para moagem, mas ele é uma opção para quem quer controlar o peso das cargas dos caminhões, principalmente empresas que possuem TAC ou Ação Civil Pública com o MPT sobre a Lei da Balança”, afirma Wilson.
Ele também aponta outro benefício operacional.
“Se o sistema for utilizado no transporte de cana da safra, o peso em tempo real será aferido na saída da lavoura. Isso reduz o risco de excesso de peso e diminui a chance de autuações e multas.”
Gestão em tempo real fortalece a logística agrícola
Com a pesagem realizada diretamente no campo, a gestão da operação agrícola ganha mais agilidade.
Assim, as equipes passam a acessar os dados no momento da operação, o que permite ajustes imediatos na logística.
Então esse modelo melhora o uso dos equipamentos, amplia o controle do consumo de mudas por hectare e aumenta a eficiência das frentes de plantio.
Na Usina Santa Isabel, o principal ganho ocorreu na simplificação da logística agrícola.
Assim, a nova estratégia eliminou deslocamentos desnecessários e tornou a operação de plantio de cana mais produtiva e eficiente no campo.
Veja mais em: Usina Santa Isabel pesa muda ainda na colheita e otimiza logística agrícola

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