Polícia Civil da Paraíba prende 12 suspeitos e atinge rede de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em cinco estados em operação Colheita.
A Operação Colheita, deflagrada nesta quarta-feira (17) pela Polícia Civil da Paraíba, resultou na prisão de 12 pessoas e no cumprimento de 50 mandados judiciais em cinco estados brasileiros.
A ação, realizada em parceria com o Ministério Público, mira uma complexa estrutura de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e atuação do crime organizado, que movimentou cerca de R$ 65 milhões nos últimos meses.
As ordens judiciais foram executadas simultaneamente na Paraíba, Bahia, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina, como parte de uma ofensiva articulada para enfraquecer financeiramente a organização criminosa.
-
Câmara aprova projeto que libera spray de pimenta para mulheres acima de 16 anos e impõe regras rigorosas para compra, posse e uso como defesa pessoal
-
Câmara aprova lei para combater leucena, planta que cresce rápido, domina terrenos e ameaça espécies nativas em várias regiões do país
-
Partilha de bens: saiba o que não pode ser dividido em caso de separação
-
Funcionário de banco cria conta online em nome de cliente que havia morrido meses antes, desvia mais de R$ 385 mil em transferências eletrônicas e acaba condenado a 15 anos de prisão em San Salvador após descoberta do esquema iniciado em agosto de 2021
Logo nos primeiros momentos da Operação Colheita, as forças de segurança cumpriram 35 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão, atingindo investigados em diferentes regiões do país.
Assim, segundo a polícia, a dispersão geográfica dos alvos evidencia o alto grau de organização do grupo, que atuava de forma integrada para ocultar a origem ilícita dos recursos provenientes do tráfico.
Polícia Civil da Paraíba coordena ação de alcance nacional
A Polícia Civil da Paraíba coordenou toda a investigação e liderou a execução da Operação Colheita, que contou com apoio de forças policiais locais nos estados envolvidos.
Na Paraíba, a polícia cumpriu os mandados principalmente em João Pessoa e Campina Grande, cidades estratégicas para o funcionamento do esquema.
Além disso, houve ações simultâneas em Salvador e Camaçari, na Bahia; em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul; em diversas cidades paulistas, como São Paulo, Guarulhos, Santo André, Araçatuba e Monções; e ainda em Criciúma, em Santa Catarina.
Essa capilaridade, segundo os investigadores, demonstra que o grupo operava como uma verdadeira rede nacional do crime organizado.
Investigação sobre tráfico de drogas começou em 2024
De acordo com a Polícia Civil, as apurações que culminaram na Operação Colheita tiveram início em meados de 2024.
O ponto de partida foi a prisão do paraibano João Batista da Silva, conhecido como Júnior Pitoco, apontado como líder de uma facção criminosa com forte atuação no estado.
Durante as investigações, os agentes identificaram que o grupo utilizava rotas interestaduais para escoar drogas e, posteriormente, empregar mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro.
Ademais, estratégia permitia que os valores ilícitos circulassem pelo sistema financeiro formal sem levantar suspeitas imediatas.
Líder do crime organizado é preso em condomínio de luxo
Um dos principais desdobramentos da Operação Colheita foi a prisão de Júnior Pitoco em São Paulo.
A polícia localizou o suspeito em um condomínio de alto padrão no bairro do Tatuapé, na zona leste da capital paulista, onde ele vivia longe dos holofotes e tentava despistar as autoridades.
Segundo os investigadores, a escolha do local não foi aleatória.
A intenção era justamente se misturar a ambientes de alto poder aquisitivo, dificultando o rastreamento de suas atividades ilícitas. Ainda assim, a Polícia Civil da Paraíba conseguiu mapear seus passos e efetuar a prisão.
Esquema de lavagem de dinheiro usava “laranjas” e empresas
As apurações revelaram que o esquema de lavagem de dinheiro se sustentava no uso de “laranjas”, pessoas com renda incompatível com os altos valores movimentados.
Essas pessoas eram responsáveis por realizar transferências financeiras e registrar empresas em seus nomes, mascarando a origem dos recursos.
Além disso, o grupo criminoso direcionava parte do dinheiro para empresas localizadas em regiões de fronteira do país, o que dificultava ainda mais o rastreamento.
Criminosos já condenados por tráfico de drogas também figuravam como beneficiários de repasses vultosos, reforçando o caráter estruturado do crime organizado.
Bloqueio de bens e impacto financeiro da Operação Colheita
Ademais, além das prisões, a Operação Colheita teve como foco atingir o patrimônio da organização criminosa. Ao todo, bens e valores pertencentes a 20 investigados foram sequestrados e bloqueados por decisão judicial.
Para a Polícia Civil da Paraíba, essa medida é essencial para enfraquecer o grupo de forma duradoura.
“O combate ao tráfico de drogas passa, necessariamente, pela asfixia financeira das organizações criminosas”, destacam os investigadores envolvidos na operação.
Operação Colheita reforça combate ao crime organizado
A Operação Colheita se consolida como uma das ações mais relevantes do ano no enfrentamento ao crime organizado na Paraíba e em outros estados.
Ao integrar inteligência policial, cooperação interestadual e ações financeiras, a operação amplia o impacto das prisões e reduz a capacidade de reorganização do grupo criminoso.
Enquanto isso, as investigações seguem em andamento.
Assim, novas fases não estão descartadas, e a Polícia Civil da Paraíba reforça que continuará atuando para identificar outros envolvidos e aprofundar o combate ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro no país.

Seja o primeiro a reagir!