Primeira encomenda das asas Wing 560 de 557 m²marca início da produção comercial da Oceanbird, com instalação prevista para 2027 na Europa e potencial de economia de até 18% de combustível e redução de 111 toneladas de CO2 em rotas específicas
A Oceanbird anunciou sua primeira encomenda de duas unidades da asa de vela inclinável Wing 560, de 557 m², com instalação prevista para o início de 2027 na Europa, prometendo economia de combustível de até 18% em rotas específicas.
Oceanbird garante primeiro pedido da asa de vela inclinável Wing 560
A Oceanbird, joint venture entre a Alfa Laval e a Wallenius Lines, informou em 13 de fevereiro que recebeu a primeira encomenda de sua tecnologia de asa de vela inclinável Wing 560.
O pedido foi feito por um armador não identificado, que encomendou duas velas rígidas Oceanbird Wing 560. O nome do cliente será anunciado posteriormente, segundo a empresa.
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A instalação das duas unidades está prevista para o início de 2027 na Europa. Com isso, a empresa afirma ter preenchido suas duas primeiras vagas de produção e iniciado oficialmente sua jornada comercial.
Tecnologia adaptável a navios de mais de 200 metros
As velas Wing 560 são inclináveis e projetadas para navios porta-automóveis PCTCs, graneleiros e petroleiros com mais de 200 metros de comprimento.
De acordo com a Oceanbird, a tecnologia pode ser adaptada a embarcações já existentes. A proposta é permitir redução de emissões e economia de combustível por meio da propulsão eólica.
A empresa informa que uma única asa de vela inclinável instalada em um navio cargueiro já existente pode proporcionar economia de até 10% de combustível.
Em rotas como a do Atlântico Norte, com navegação a favor do vento, um navio equipado com duas asas pode economizar até 18% de combustível.
Redução de emissões e metas de produção
Segundo informações divulgadas pela empresa, a mesma embarcação que economiza até 18% de combustível pode reduzir em até 111 toneladas as emissões de CO2.
A CEO da Oceanbird, Amrit Kaur Bhullar, declarou que o pedido representa um marco para a empresa e que a propulsão eólica é uma solução viável e escalável para o transporte marítimo.
Ela afirmou ainda que a encomenda é um passo concreto rumo a um transporte marítimo mais limpo e inteligente, resultado da combinação da experiência em engenharia da Alfa Laval com a atuação da Wallenius Lines.
Origem da joint venture e testes anteriores
A Alfa Laval e a Wallenius Lines fundaram a Oceanbird em 2021 com o objetivo de desenvolver tecnologias de propulsão eólica para a indústria naval.
Em 2020, a Wallenius Lines anunciou a realização bem-sucedida de um teste marítimo em uma embarcação de menor porte utilizando sua tecnologia de propulsão eólica.
Segundo o site da empresa, os cálculos de economia variam conforme a embarcação e a rota. Ainda assim, a asa de vela inclinável Wing 560 é apresentada como solução adaptável a diferentes tipos de navios de carga.
A Oceanbird informou que pretende ampliar a produção e atender embarcações em todo o mundo, consolidando sua atuação no setor de propulsão eólica. A instalação prevista para 2027 marca o incio dessa expansão comercial.

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