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Maior obra ferroviária do Brasil avança 1 km por dia em Mato Grosso, recebe R$ 2 bilhões do BNDES e promete cortar fretes em até 50%, revolucionando o agronegócio com 743 km de trilhos estratégicos

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 06/01/2026 às 02:36
Atualizado em 05/01/2026 às 23:01
Obra ferroviária em Mato Grosso recebe R$ 2 bilhões do BNDES, avança 1 km por dia e promete reduzir fretes em até 50% no agronegócio.
Obra ferroviária em Mato Grosso recebe R$ 2 bilhões do BNDES, avança 1 km por dia e promete reduzir fretes em até 50% no agronegócio.
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Avanço acelerado de obra ferroviária estratégica reposiciona logística do agronegócio em Mato Grosso, com aporte bilionário do BNDES, modelo financeiro via debêntures, promessa de redução expressiva nos fretes e impacto direto no escoamento de grãos em um dos principais polos produtores do país.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou R$ 2 bilhões para apoiar a construção da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, projeto da Rumo, operadora do grupo Cosan.

O dinheiro vai sustentar a etapa inicial da obra, um trecho de 162 quilômetros entre Rondonópolis e a região de Dom Aquino.

No local, está previsto um terminal ferroviário próximo à BR-070, considerado peça central para concentrar cargas que hoje dependem de longas viagens por rodovia.

Pelo planejamento apresentado ao banco, a primeira fase tem previsão de conclusão no segundo semestre de 2026.

No desenho total, a ferrovia prevê cerca de 743 quilômetros, em cinco etapas, para ligar Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, com um ramal destinado a Cuiabá.

Financiamento do BNDES e estrutura das debêntures

O apoio do BNDES não ocorre na forma de um empréstimo tradicional.

O banco informou que fará a subscrição de debêntures emitidas para financiar a obra, em uma emissão de R$ 2 bilhões coordenada pelo próprio BNDES.

Na prática, a Rumo capta recursos no mercado e remunera os investidores ao longo do tempo, enquanto o banco participa como investidor âncora nessa operação.

A estrutura, segundo o BNDES, busca fortalecer a engenharia financeira para obras de grande porte e ampliar a previsibilidade de funding.

Obra ferroviária em Mato Grosso recebe R$ 2 bilhões do BNDES, avança 1 km por dia e promete reduzir fretes em até 50% no agronegócio.
Obra ferroviária em Mato Grosso recebe R$ 2 bilhões do BNDES, avança 1 km por dia e promete reduzir fretes em até 50% no agronegócio.

O banco também registrou que a construção, ao longo das etapas do projeto, deve gerar 114 mil empregos durante a execução.

Gargalos logísticos e o papel da ferrovia em Mato Grosso

A relevância da Ferrovia Estadual de Mato Grosso aparece no mapa de produção e nas distâncias do estado.

Hoje, a malha operada pela Rumo já chega a Rondonópolis e segue até o Porto de Santos.

A expansão agrícola e o crescimento de áreas produtivas mais ao norte aumentaram o peso do transporte rodoviário na primeira parte do trajeto.

Em reportagem publicada pela CNN Brasil, a ferrovia é tratada como a maior obra ferroviária em andamento no país.

O projeto aparece em ritmo acelerado de construção.

Segundo a matéria, a obra avançava com a instalação de dormentes e trilhos em velocidade de até um quilômetro por dia, em parte para aproveitar uma janela anterior ao período de chuvas.

O mesmo relato descreve que caminhões carregados com soja, milho e farelo chegam a percorrer centenas de quilômetros até o terminal em Rondonópolis.

Ao encurtar esse caminho e aproximar a ferrovia de novas áreas produtoras, a promessa é reduzir custos e ampliar a capacidade de transporte em grandes volumes.

A expectativa inclui maior estabilidade logística ao longo do ano.

Redução de fretes e impacto no custo do transporte

Obra ferroviária em Mato Grosso recebe R$ 2 bilhões do BNDES, avança 1 km por dia e promete reduzir fretes em até 50% no agronegócio.
Obra ferroviária em Mato Grosso recebe R$ 2 bilhões do BNDES, avança 1 km por dia e promete reduzir fretes em até 50% no agronegócio.

A ideia de cortar o frete em até 50% aparece associada ao efeito da distância e à troca de modal.

Na CNN Brasil, o secretário nacional de Ferrovias, Leonardo Ribeiro, afirmou que o ganho varia conforme o percurso.

Segundo ele, em trajetos de mil quilômetros, pode haver uma queda de 50% em comparação com o frete rodoviário.

Essa estimativa, no entanto, é apresentada como dependente do cenário e do desenho da logística.

A mesma reportagem registra ponderações do Movimento Pró-Logística, entidade ligada a organizações do agronegócio em Mato Grosso.

A avaliação aponta que reduções mais expressivas tendem a depender de mais alternativas de escoamento e concorrência entre rotas.

Terminal de Dom Aquino e integração multimodal

O BNDES descreveu o futuro terminal próximo à BR-070 como um ponto de concentração das cargas que chegam por rodovia.

A partir dele, a transferência ocorre para o transporte ferroviário.

A instituição informou capacidade planejada de escoamento de até 10 milhões de toneladas de grãos por ano.

Os principais produtos são soja e milho.

A previsão de conclusão do terminal também é o segundo semestre de 2026.

Ao concentrar transbordo e organizar fluxos, o terminal tende a reconfigurar a dinâmica regional de armazenagem e contratação de fretes.

Ainda assim, o efeito final sobre preços e competitividade costuma variar conforme distância das fazendas, custo do diesel, disponibilidade de caminhões, capacidade ferroviária e demanda nos portos.

Modelo de autorização e execução da obra

A construção da ferrovia ocorre sob o modelo de autorização.

Nesse formato, o investidor privado estrutura e executa o empreendimento.

As responsabilidades e os riscos ficam concentrados na empresa, desde que sejam respeitadas as exigências regulatórias.

Na reportagem da CNN Brasil, o projeto é descrito como uma autorização estadual.

O modelo contrasta com concessões tradicionais.

A obra foi dividida em fases para viabilizar decisões graduais de investimento.

Em novembro, a CNN Brasil informou que a obra estava com 73% de execução física.

O avanço inclui terraplenagem, além de parte de pontes e viadutos já entregues.

A matéria também citou cerca de cinco mil trabalhadores nos canteiros.

A previsão de entrega da primeira fase aparece como meados de 2026, compatível com a janela indicada pelo BNDES.

Sustentabilidade, emissões e discurso oficial

Ao anunciar o apoio, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a ferrovia deve reduzir custos logísticos.

Ele também destacou o alívio da sobrecarga das rodovias.

Outro ponto citado foi a redução de emissões de carbono.

O argumento se baseia no desempenho ambiental do transporte ferroviário em comparação ao rodoviário.

Natália Marcassa, vice-presidente da Rumo, associou a expansão ferroviária a ganhos de competitividade.

Ela também mencionou a conexão mais eficiente das cadeias produtivas aos mercados.

Essas declarações se alinham à diretriz do governo federal de priorizar projetos ferroviários e a expansão da malha nacional.

Etapas futuras e pontos ainda indefinidos

O desenho completo do projeto prevê ligação até Lucas do Rio Verde e um ramal para Cuiabá.

A definição de prazos para as fases posteriores aparece com menor precisão em relatos públicos.

Na CNN Brasil, as extensões seguintes são mencionadas sem datas definidas para início.

A empresa avalia investimento, potencial de receitas e custo de capital antes de avançar.

Com a primeira fase financiada e o terminal planejado como hub logístico, o projeto passou a ser acompanhado de perto por produtores, tradings e operadores.

Esses agentes calculam ganhos de tempo, previsibilidade e custos no transporte entre fazendas, armazéns, terminais e portos.

Se os trilhos avançarem como prometido e as novas etapas forem destravadas, qual será o impacto real no preço do frete já na próxima safra?

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Clodoaldo Fernandes Ribeiro
Clodoaldo Fernandes Ribeiro
06/01/2026 13:59

Isso é muito bom para o país
Gostaria de saber como faço para enviar currículo nessa empresa para trabalhar na Rumo?

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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