Lenda do downhill relata síndrome compartimental após acidente traumático em Milão-Cortina 2026 e explica como fasciotomia emergencial evitou amputação
A história de Lindsey Vonn nas Olimpíadas de Inverno de 2026, em Milão-Cortina, quase terminou de forma dramática. Aos 41 anos, a lenda do downhill revelou que esteve muito próxima de perder a perna esquerda após um acidente violento ocorrido no dia 8 de fevereiro, durante a prova olímpica de downhill em Cortina, na Itália.
A informação foi divulgada pela revista Gooutside e relatada em publicação oficial da própria atleta nas redes sociais. Em um vídeo compartilhado no Instagram na segunda-feira, 23 de fevereiro, Lindsey Vonn detalhou as complicações médicas graves que enfrentou após a queda e destacou a atuação decisiva de um cirurgião do Colorado (EUA).
Segundo Vonn, a rápida intervenção de Tomas Hackett, médico radicado em Vail, foi determinante para evitar a amputação do membro.
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O acidente nas Olimpíadas de Inverno 2026 e as três cirurgias
A queda aconteceu logo após a largada da prova. Lindsey Vonn tocou em um portão, perdeu o controle, girou no ar e caiu na neve em alta velocidade. O impacto foi devastador.
Como consequência, ela sofreu uma fratura complexa da tíbia e uma fratura da cabeça do fêmur na perna esquerda. Além disso, rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) durante a etapa da Copa do Mundo em Crans-Montana, na Suíça. Ainda durante a queda nos Jogos Olímpicos, também quebrou o tornozelo direito.
Nas semanas seguintes ao acidente traumático, Vonn passou por três cirurgias. Contudo, o maior risco não estava apenas nas fraturas. O trauma desencadeou uma condição médica extremamente grave chamada síndrome compartimental.
De acordo com a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos, a síndrome compartimental ocorre quando há aumento de pressão dentro dos compartimentos musculares, restringindo o fluxo sanguíneo e podendo causar danos permanentes a músculos, tendões e à fáscia. Em casos agudos, trata-se de uma emergência médica associada a lesões graves.
“Eu tive síndrome compartimental — é quando há tanto trauma em uma área do corpo que o sangue se acumula, fica preso e comprime tudo dentro do compartimento”, explicou Vonn. “Os músculos, nervos e tendões morrem.”
A cirurgia de seis horas que evitou a amputação
Diante do quadro crítico, o cirurgião Tomas Hackett realizou um procedimento chamado fasciotomia. Segundo a própria atleta, a cirurgia ocorreu na quarta-feira, 18 de fevereiro, e durou seis horas.
“Dr. Tom Hackett salvou minha perna de ser amputada”, afirmou Vonn. “Ele fez o que se chama de fasciotomia. Abriu minha perna dos dois lados basicamente abriu tudo para aliviar a pressão, deixou ‘respirar’, e me salvou.”
A fasciotomia consiste em abrir os compartimentos musculares para reduzir a pressão interna e restaurar a circulação sanguínea. Sem essa intervenção imediata, o risco de amputação seria extremamente alto.
Além disso, a recuperação tornou-se ainda mais complexa devido à perda significativa de sangue durante as diferentes operações. Lindsey Vonn precisou de transfusão sanguínea.
“Eu precisei de uma transfusão de sangue, e isso me ajudou muito”, declarou. “Eu estava muito debilitada, e a dor estava fora de controle.”
Retorno ao auge e decisão de competir mesmo lesionada
O episódio ocorreu justamente quando Vonn vivia o auge de seu retorno ao circuito internacional. Após ter se aposentado em 2019, ela voltou a competir no fim de 2024. Em 2025, apresentou desempenho impressionante na Copa do Mundo de Downhill, conquistando duas vitórias em etapas e cinco pódios.
Portanto, Lindsey Vonn parecia uma das favoritas à medalha em Cortina. Entretanto, mesmo lesionada, decidiu largar na prova olímpica de downhill.
No relato publicado no Instagram, ela admitiu que a experiência foi a lesão “mais extrema, dolorosa e desafiadora” que já enfrentou em toda a vida.
“Não consigo descrever o quanto isso foi doloroso”, disse. “Foi muito difícil e definitivamente não foi a forma como eu queria encerrar meus Jogos Olímpicos.”
Apesar disso, a atleta afirmou não ter arrependimentos. Pelo contrário, reforçou sua mentalidade competitiva.
“Prefiro cair lutando do que não tentar”, declarou. “Este ano foi incrível e valeu muito a pena.”
Assim, mesmo diante de fraturas graves, três cirurgias, síndrome compartimental, transfusão de sangue e risco real de amputação, Lindsey Vonn reafirmou o espírito que a transformou em lenda do esqui mundial.
Você teria a coragem de competir em uma Olimpíada mesmo sabendo que uma queda poderia colocar sua própria perna em risco?
Fonte: Gooutside

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