O Itaú encerrará a unidade da Avenida Centenário após mais de dez anos, transferirá os atendimentos para a Rua Santo Antônio, manterá apenas uma agência física em Criciúma, enfrentará protesto sindical por demissão já registrada e sustentará a reestruturação mesmo com lucro de R$ 46,83 bilhões em 2025 no país.
O Itaú confirmou o encerramento do atendimento ao público na agência 6448, localizada na Avenida Centenário, 3773, em Criciúma, a partir desta sexta-feira (13/02). A unidade funciona há mais de dez anos em uma das vias mais importantes da cidade e deixa de operar dentro de uma mudança mais ampla na rede física.
Com a alteração, os clientes passam a ser atendidos na agência 0628, na Rua Santo Antônio, 191, também na região central. O encerramento definitivo da unidade da Centenário está marcado para 23 de fevereiro, consolidando a concentração do atendimento presencial em apenas uma agência física do banco no município.
O que muda para clientes e para a operação presencial em Criciúma
A primeira mudança concreta é geográfica: o atendimento presencial do Itaú deixa a Avenida Centenário e se concentra na Rua Santo Antônio. Na prática, isso redefine a circulação de clientes no centro e reorganiza o fluxo de serviços presenciais para uma única porta de entrada física na cidade.
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Além da agência receptora, o banco reforça a disponibilidade de caixas eletrônicos 24 horas em Criciúma. A operação não deixa de existir presencialmente, mas passa a operar com maior centralização, o que pode alterar a experiência de quem depende de atendimento humano recorrente para resolver demandas específicas.
Reestruturação nacional e avanço da estratégia digital do Itaú
Na justificativa institucional, o Itaú enquadra o fechamento como parte de uma transformação nacional do varejo de pessoas físicas. O banco afirma que cerca de 97% das transações desse público já acontecem em canais digitais, com o superapp ocupando papel central na gestão financeira cotidiana dos clientes.
Dentro dessa lógica, a rede física permanece na estratégia, porém com outra função: perfil mais consultivo e segmentado. O foco declarado é combinar eficiência digital com presença humana qualificada nos casos que exigem orientação, relacionamento e soluções financeiras mais personalizadas.
Protesto sindical, demissão confirmada e pressão por explicações
O fechamento mobilizou o Sindicato dos Bancários, que organizou manifestação em frente à agência da Avenida Centenário. A entidade contesta o processo de reestruturação e questiona a redução de postos de trabalho, especialmente diante do desempenho financeiro elevado do banco em 2025.
Segundo relatos de representante sindical ligado à unidade, ao menos uma demissão já ocorreu e há expectativa de novos desligamentos, enquanto parte dos trabalhadores foi direcionada para atendimento na agência da Rua Santo Antônio. O centro da tensão está menos no fechamento em si e mais no impacto humano da decisão.
Lucro bilionário, argumento de eficiência e o debate sobre coerência
No debate público, o número que mais pesa é o lucro de R$ 46,83 bilhões em 2025, usado pelo sindicato para sustentar que não haveria justificativa para demissões. Já o Itaú sustenta que a mudança responde a uma transformação estrutural do consumo bancário e à necessidade de reorganizar investimentos.
Esse ponto local também se conecta a um movimento maior: o fechamento de outras unidades no estado e no país. Criciúma vira um retrato de uma transição nacional, em que o sistema bancário acelera digitalização, reduz presença física e força a discussão sobre acesso, emprego e qualidade do atendimento.
No curto prazo, há uma resposta objetiva: o atendimento presencial do Itaú em Criciúma passa a operar em um único endereço no centro.
No médio prazo, o que permanece em aberto é o equilíbrio entre conveniência digital, cobertura territorial e estabilidade dos postos de trabalho.
Na sua rotina, qual serviço bancário ainda exige presença física e não funciona bem no app? E, olhando para esse caso, você considera legítimo fechar agências quando há lucro bilionário, ou esse tipo de reestruturação é inevitável no modelo atual dos bancos?
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