A discussão na COP30 apresentou ações que conectam o gás metano à gestão sustentável, destacando tecnologias, políticas e cooperação internacional para reduzir emissões e apoiar estratégias globais
O gás metano aparece como ponto de partida das discussões realizadas no último dia 13 de novembro no painel “Resíduos Pecuários como Solução Climática: Políticas, Tecnologias e Cooperação na Redução do Metano”, durante a COP30, segundo uma matéria publicada.
O encontro reuniu especialistas de diferentes países ao lado de instituições brasileiras como o Ministério da Agricultura e Pecuária, Embrapa Suínos e Aves e Instituto 17, criando um espaço dedicado ao diálogo técnico sobre mitigação.
O Brasil apresentou resultados apoiados em mais de quinze anos de ações do Plano ABC+, que já orientam propriedades rurais em variadas regiões e demonstram como estratégias bem estruturadas auxiliam outros países do Sul Global.
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A conversa reforçou que experiências aplicáveis, políticas consistentes e troca de conhecimento são essenciais para ampliar a adoção de soluções em contextos produtivos diversos.
Também foi destacado o lançamento de um guia técnico inédito que reúne práticas e tecnologias relacionadas ao manejo de dejetos animais, oferecendo um instrumento acessível para orientar gestores públicos e produtores.
O material despertou interesse internacional por sistematizar recomendações e consolidar um acúmulo de conhecimento que agora pode subsidiar pesquisas, projetos e programas.
A partir desse conjunto de iniciativas, os debatedores apresentaram motivos que colocam a redução do metano entre os temas mais relevantes para setores produtivos e urbanos.
Redução de gás metano é fudamental em diversos setores
A importância da diminuição das emissões de gás metano ganhou destaque no painel por envolver áreas como agropecuária, energia, transporte, resíduos e indústria.
Os participantes explicaram que esse composto possui impacto climático significativamente superior ao do dióxido de carbono em horizontes de curto prazo, motivo pelo qual ações de mitigação ajudam a reduzir pressões ambientais e a melhorar o desempenho produtivo.
Além disso, práticas adequadas de manejo evitam perdas econômicas e ampliam o aproveitamento energético, especialmente quando sistemas de biodigestão são combinados a políticas estáveis.
Essa integração transforma passivos ambientais em fontes úteis de energia térmica e elétrica, permitindo que governos estruturem programas que reduzam emissões sem comprometer o atendimento de mercados internacionais.
Caminhos para a redução global de metano na pecuária
No painel, especialistas apresentaram práticas orientadas à redução de gás metano, reforçando o papel do guia “Gestão de Dejetos da Produção Animal para Mitigação do Metano”, elaborado por Mapa, Embrapa Suínos e Aves, Instituto 17 e Climate and Clean Air Coalition (CCAC).
O material reúne recomendações adaptáveis a sistemas produtivos variados e oferece subsídios para políticas estaduais e estratégias nacionais que buscam reorganizar o uso de resíduos.
Para o auditor fiscal federal agropecuário Sidney Medeiros, o documento responde à necessidade de organizar conhecimento técnico acumulado por mais de quinze anos de ações do Plano ABC+, apoiando decisões e inspirando práticas aplicáveis em países de clima tropical.
Gás metano e tecnologias de biodigestão agropecuária
A discussão apresentou iniciativas que combinam pesquisa e inovação para ampliar o uso de biodigestores, melhorar o aproveitamento energético e modernizar o manejo de resíduos.
Os participantes descreveram experiências ligadas à geração elétrica, sistemas de captação e modelos que orientam propriedades de diferentes portes.
Essas ações convergem com diretrizes do guia lançado no encontro, que detalha alternativas tecnológicas capazes de apoiar políticas públicas e fortalecer práticas sustentáveis.
Soluções de gestão sustentável de dejetos animais
O debate, moderado por Alessandro Sanches, contou com contribuições de Anita Nana Okuribido, Gustavo Mozzer, Airton Kunz e Semida Silveira.
Eles apresentaram soluções que reduzem emissões de gás metano e promovem segurança energética por meio de sistemas estruturados de gestão.
As iniciativas mostraram como projetos integrados podem atender exigências internacionais, melhorar o desempenho produtivo e apoiar países que desejam adotar estratégias de mitigação alinhadas à realidade tropical.
A troca de experiências reforçou que redes de cooperação aumentam a capacidade de implementar soluções aplicáveis e fortalecer programas voltados à redução dos impactos do gás metano.

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