SC, RS, PR e MS vão estudar traçado de nova ferrovia comum. Estados do Sul e Centro-Oeste articulam projeto integrado para ampliar malha ferroviária e discutir futuro da concessão da Malha Sul.
Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul deram um passo conjunto para avaliar a criação de uma nova ferrovia que conecte os quatro estados. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (18), em Curitiba, durante reunião da Comissão Interestadual para Assuntos Ferroviários, ligada ao Codesul.
O estudo deve analisar a viabilidade de um traçado que aproveite linhas já existentes e preveja a construção de novos ramais estratégicos. A iniciativa também inclui negociações com o governo federal sobre a renovação antecipada da concessão da Malha Sul, cujo contrato atual vence em 2027.
Objetivo da nova ferrovia
A proposta de uma ferrovia comum busca aumentar a integração logística entre os estados, reduzir custos de transporte e melhorar o escoamento de grãos, carnes e produtos industrializados. O Codesul ficará responsável por conduzir a análise técnica do traçado, avaliando conexões já em operação, como o ramal entre Mafra (SC) e São Francisco do Sul (SC), que atualmente leva soja e milho para exportação.
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Segundo os representantes estaduais, o projeto tem potencial de gerar maior competitividade internacional para os portos do Sul e ampliar a participação ferroviária na matriz de transporte brasileira, hoje dominada pelas rodovias.
Malha Sul em debate
Além do novo traçado, os governadores querem participar ativamente da definição sobre a renovação da concessão da Malha Sul, atualmente operada pela Rumo. A concessão expira em 2027, mas o Ministério dos Transportes, a ANTT e o TCU avaliam a possibilidade de antecipar a prorrogação.
A preocupação dos estados é garantir que a modernização e os investimentos exigidos no contrato contemplem também os ramais regionais, que muitas vezes recebem menor atenção das concessionárias. Para isso, serão realizadas reuniões técnicas com DNIT e Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário.
Impacto regional esperado
Nos últimos anos, os estados do Sul têm buscado ampliar sua participação na definição da política ferroviária. Em Santa Catarina, por exemplo, a última grande obra do setor foi a ligação entre Lages e Vacaria, no Rio Grande do Sul. A articulação atual pretende evitar que decisões estratégicas fiquem restritas apenas à esfera federal.
De acordo com Beto Martins, secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de SC, a união demonstra força política: “Os Estados vão mostrar aos órgãos federais que estamos unidos em torno de uma solução para a Malha Sul. Não podemos ficar à margem dessa discussão”, afirmou.
Vale a pena investir nessa integração?
A expectativa é que uma nova ferrovia traga ganhos logísticos e reduza a dependência do transporte rodoviário, responsável por custos elevados e gargalos frequentes. Porém, especialistas alertam que os estudos precisarão demonstrar retorno econômico para justificar o investimento, além de considerar questões ambientais e fundiárias.
Ainda não há valores estimados para a obra, mas a possibilidade de incluir trechos já existentes pode reduzir custos e acelerar o cronograma. A decisão final dependerá da análise técnica e do interesse de investidores privados.
A articulação entre SC, RS, PR e MS mostra que o tema ferroviário voltou ao centro das discussões regionais. O projeto de uma nova ferrovia integrada pode redefinir o futuro da logística no Sul e Centro-Oeste, mas dependerá da capacidade dos estados influenciarem o processo de concessão federal e de viabilizar investimentos de grande porte.
Você acredita que essa união dos estados pode realmente acelerar a construção de uma nova ferrovia? Ou teme que o projeto fique no papel, como outros já anunciados no passado? Deixe sua opinião nos comentários — sua visão pode enriquecer o debate.

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