Fóssil encontrado no norte da Espanha expõe lacuna de 70 milhões de anos, detalha adaptações anatômicas inesperadas e amplia o debate sobre a evolução dos dinossauros herbívoros
Uma descoberta paleontológica de grande relevância científica foi registrada recentemente no norte da Espanha, atraindo a atenção de pesquisadores internacionais.
Trata-se de uma nova espécie de dinossauro herbívoro, batizada de Foskeia pelendonum, que viveu durante o Cretáceo Inferior, há cerca de 70 milhões de anos.
Apesar de medir aproximadamente 50 centímetros de comprimento, o animal apresenta uma anatomia considerada evolutivamente avançada, o que desafia interpretações consolidadas sobre o desenvolvimento dos dinossauros de pequeno porte.
Desde já, os cientistas destacam que o tamanho reduzido contrasta fortemente com a complexidade estrutural observada nos fósseis.

Os vestígios foram encontrados na região de Vegagete, na província de Burgos, no norte espanhol, e pertencem a pelo menos cinco indivíduos distintos.
Inicialmente, os fósseis foram identificados por pesquisadores locais e, posteriormente, analisados por uma equipe internacional de paleontólogos, conforme estudos divulgados em 2024.
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Registro fóssil preenche lacuna histórica na evolução europeia
Segundo os pesquisadores envolvidos no estudo, a descoberta do Foskeia pelendonum ajuda a preencher uma lacuna de aproximadamente 70 milhões de anos no registro evolutivo dos dinossauros herbívoros da Europa.
Além disso, a espécie foi posicionada próxima às origens do grupo Rhabdodontidae, ampliando o entendimento sobre a diversificação dos ornitópodes europeus.
Com isso, os dados reforçam que a evolução desses animais ocorreu de forma mais complexa e diversificada do que se imaginava anteriormente.
Ao mesmo tempo, o achado fornece novas referências cronológicas para reavaliar modelos evolutivos utilizados até o momento.
Crânio altamente derivado desafia expectativas científicas
Embora seja um dos menores ornitópodes já identificados, o Foskeia apresenta um crânio altamente derivado, com características incomuns para um dinossauro desse porte.
Por isso, os cientistas destacam que a miniaturização corporal não implicou simplicidade anatômica.
Análises microscópicas dos ossos indicam que ao menos um dos exemplares era um adulto plenamente desenvolvido, o que afasta a hipótese de que os fósseis representariam apenas indivíduos jovens.
Assim, o pequeno tamanho corporal passa a ser interpretado como uma condição evolutiva estável da espécie.
Metabolismo elevado e adaptações funcionais inesperadas
Além do estágio de maturidade, a estrutura óssea sugere um metabolismo elevado, comparável ao de aves e pequenos mamíferos atuais.
Dessa forma, os pesquisadores reforçam que corpos pequenos também podiam sustentar alto desempenho fisiológico durante o período cretáceo.
Modelagens evolutivas atualizadas, divulgadas junto ao estudo, apontam ainda que o Foskeia possui relação mais próxima com o Muttaburrasaurus, dinossauro herbívoro conhecido da Austrália.
Consequentemente, essa associação amplia a diversidade conhecida do grupo Rhabdodontomorpha em escala global.
Debates evolutivos e novas hipóteses em análise
Paralelamente, a descoberta reacendeu o debate sobre a possível existência de um grande agrupamento de dinossauros herbívoros conhecido como Phytodinosauria.
No entanto, conforme ressaltam os cientistas, essa hipótese ainda depende de novos fósseis e análises adicionais para ser confirmada.
Mesmo pequeno, o Foskeia pelendonum demonstrava estar bem adaptado ao ambiente florestal em que vivia.
O animal possuía dentes especializados, alternava a postura corporal ao longo do crescimento e utilizava arranques curtos de velocidade para se deslocar em áreas densas.
Pequeno fóssil com grande impacto científico
Para os pesquisadores responsáveis pelo estudo, divulgado por instituições científicas europeias em 2024, a descoberta reforça que a evolução atuou de forma profunda tanto em grandes quanto em pequenos corpos.
Assim, fósseis discretos, como o do Foskeia, podem ter papel central na reconstrução da história da vida na Terra.
Diante disso, o achado amplia o entendimento sobre a diversidade dos dinossauros herbívoros e evidencia que ainda existem lacunas importantes a serem exploradas no registro fóssil europeu.
Na sua opinião, até que ponto descobertas de pequenos fósseis podem mudar o que sabemos sobre a evolução dos grandes dinossauros?

Inacreditável que a preguiça chegou até no jornalismo, o que que custa colocar a foto na manchete e na matéria DO PRÓPRIO ARTIGO OU DO PRÓPRIO FÓSSIL OU DE UMA ARTE DO ****
Essas ilustrações de Inteligência Artificial são completamente imprecisas e não refletem a anatomia verdadeira do ****, se você se propõe a fazer um trabalho e uma matéria de divulgação CIENTÍFICA é necessário que se tenha o maior respaldo na realidade possível
A matéria em si esta bem escrita, mas fica o meu repúdio como biólogo, paleontólogo, professor, artista e divulgador científico sobre o uso indevido da IA nesse aspecto da ilustração
Eu achei incrível, não sendo os carnívoros tá bom😂,eles eram os lagartos na época, eu não sei como os cientistas ainda não fizeram cópias de dinossauros , se vocês fizerem isso por favor façam só os herbívoros, pra não acontecer igual aos filmes 🤣 trás os parentes das girafas,os mais fofos 🥰
Né os grandes mas os que eram fofos e mansinhos
Era um calango de muro.