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Com a popularização dos carros elétricos, cresce o número de pessoas que sentem enjoo e estudos científicos revelam por que o cérebro humano ainda não consegue interpretar esse novo padrão de movimento

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 02/02/2026 às 23:14
Passageira sente enjoo no banco traseiro de carro elétrico durante deslocamento silencioso e aceleração contínua
Passageiros relatam maior desconforto em carros elétricos devido à aceleração contínua, silêncio do motor e frenagem regenerativa.
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Silêncio do motor, aceleração contínua e frenagem regenerativa quebram padrões sensoriais aprendidos e explicam o mal-estar relatado por passageiros

Sentir enjoo ao andar em carros elétricos, enquanto veículos a combustão não provocam o mesmo desconforto, não é frescura nem percepção isolada. Pelo contrário, estudos científicos confirmaram esse efeito, relacionando o problema à forma como o cérebro humano interpreta o movimento desse tipo de veículo.

Com o avanço da eletrificação automotiva, esse fenômeno passou a ser observado com mais frequência. Segundo dados divulgados em 2024 pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), as vendas de veículos elétricos e híbridos no Brasil cresceram 26% em relação a 2023. A partir desse crescimento, pesquisadores identificaram um padrão claro: o enjoo aparece com mais frequência em carros elétricos do que em modelos a gasolina ou diesel.

Apesar da associação comum com o estômago, a origem do desconforto está no cérebro. Isso ocorre porque o sistema nervoso humano enfrenta dificuldades para interpretar corretamente os sinais de deslocamento em um ambiente sensorial diferente daquele aprendido ao longo da vida.

O cérebro humano depende de previsibilidade, e os carros elétricos rompem esse padrão

Ao longo de décadas, motoristas e passageiros aprenderam, mesmo sem perceber, a antecipar os movimentos de carros a combustão. O aumento do ruído do motor, as vibrações do veículo e as trocas de marcha funcionam, portanto, como alertas prévios de aceleração e frenagem.

Nos carros elétricos, entretanto, esses sinais praticamente desaparecem. O motor é silencioso, a aceleração ocorre de forma imediata e contínua, e o deslocamento acontece sem avisos sensoriais familiares. Estudos sobre enjoo de movimento, publicados em bases acadêmicas como o Libraries Search, indicam que essa ausência de referências faz o cérebro errar na estimativa das forças do movimento.

Como consequência, surge um conflito entre visão, percepção corporal e sistema vestibular, localizado no ouvido interno. Esse desencontro sensorial é, justamente, o principal gatilho do enjoo em passageiros.

Falhas na antecipação do movimento aumentam náusea e mal-estar

À medida que o cérebro tenta prever o deslocamento e falha repetidamente, os sintomas se intensificam. Náusea, tontura e sensação de mal-estar surgem com maior frequência, especialmente em passageiros que não estão no controle do veículo, como os ocupantes do banco traseiro.

Além disso, pesquisadores destacam que o cérebro humano ainda está em fase de adaptação. Os carros elétricos passaram a circular em larga escala apenas nos últimos anos, sobretudo após 2020, o que explica a dificuldade do sistema nervoso em lidar com esse novo padrão de movimento.

Tecnologias dos carros elétricos também contribuem para o enjoo

Além do silêncio do motor, outros fatores tecnológicos agravam o desconforto. Estudos publicados na ScienceDirect apontam a frenagem regenerativa como um elemento central. Esse sistema desacelera o veículo de forma contínua e prolongada para recarregar a bateria, gerando movimentos de baixa frequência, associados ao enjoo.

Pesquisas divulgadas entre 2021 e 2023 no International Journal of Human–Computer Interaction identificaram que níveis mais intensos de frenagem regenerativa estão diretamente ligados ao aumento do desconforto, especialmente para passageiros no banco traseiro. Além disso, o padrão de vibração dos assentos, diferente do observado em carros a combustão, adiciona mais um estímulo incomum para o cérebro processar.

Diante desse conjunto de fatores, o cérebro interpreta o cenário como uma situação de risco. Como resposta, o organismo ativa mecanismos de defesa, manifestados por enjoo e mal-estar físico. Enquanto a tecnologia avança rapidamente, o corpo humano ainda busca se adaptar a essa nova forma de deslocamento, levantando a questão: o cérebro vai se ajustar com o tempo ou a indústria precisará repensar o conforto sensorial dos carros elétricos?

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Alex
Alex
08/02/2026 15:58

que geração mimimi essa

Jpcs
Jpcs
04/02/2026 18:53

Frescura, eu dirijo elétrico e não senti nada de motorista ou passageiro, e geração Nutella kkkkkkkkk

Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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