Porta-aviões indiano de 44,5 mil toneladas nasceu como navio soviético, passou por ampla reforma na Rússia e tornou-se peça central da estratégia naval da Índia, capaz de operar mais de 30 aeronaves e projetar poder militar a longas distâncias no Oceano Índico.
O INS Vikramaditya consolidou-se como uma das peças mais relevantes da estrutura naval indiana ao reunir grande porte, capacidade de lançar caças em alto-mar e uma trajetória incomum entre os navios de guerra em operação.
De acordo com o Press Information Bureau, braço oficial de comunicação do governo da Índia, o porta-aviões desloca 44,5 mil toneladas, mede cerca de 284 metros e pode embarcar mais de 30 aeronaves, combinação que o transformou em uma plataforma aérea flutuante voltada à projeção de poder longe do litoral.
Porta-aviões que nasceu na União Soviética
A incorporação do navio marcou uma mudança de escala para a Marinha Indiana porque o casco não foi concebido originalmente para servir ao país.
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Antes de navegar sob bandeira indiana, a embarcação era o Admiral Gorshkov, unidade soviética depois reformada pela Rússia e convertida, após amplo processo de modernização, no INS Vikramaditya, oficialmente comissionado em 16 de novembro de 2013.
O governo indiano apresentou essa transformação como um passo decisivo para ampliar o alcance operacional de sua força naval e manter a tradição de operar porta-aviões.
Estrutura que funciona como um aeródromo flutuante
A dimensão do navio ajuda a explicar por que ele costuma ser descrito por autoridades indianas como um “aeródromo flutuante”.
No material oficial divulgado no comissionamento, o governo afirma que a embarcação tem 22 conveses, altura equivalente à de um edifício de cerca de 20 andares e acomoda mais de 1,6 mil pessoas entre tripulação, técnicos e integrantes da ala aérea.
Ainda segundo a mesma descrição, o navio pode carregar mais de 8 mil toneladas de combustível naval e operar por mais de 7 mil milhas náuticas, características que ampliam sua permanência no mar e sua utilidade em missões prolongadas.
Ala aérea com caças MiG-29K e helicópteros de guerra
Essa escala só ganha sentido pleno quando observada em conjunto com a aviação embarcada, elemento central da função militar do Vikramaditya.
As informações oficiais indianas apontam que o porta-aviões foi preparado para operar caças MiG-29K e MiG-29KUB, além de helicópteros Kamov-31, Kamov-28, Sea King, ALH Dhruv e Chetak, reunindo meios voltados à defesa aérea, ataque, vigilância e guerra antissubmarino.

Quando o primeiro ano de operação ainda estava em curso, o governo já informava que pilotos indianos realizavam decolagens e pousos de MiG-29K a bordo, sinalizando que o navio havia ultrapassado o estágio simbólico para assumir papel efetivo em operações navais.
Sistema de propulsão e potência energética do navio
A estrutura de propulsão reforça o perfil de grande unidade de combate e diferencia o porta-aviões de navios convencionais empregados em patrulha ou escolta.
Segundo o Press Information Bureau, o sistema utiliza oito caldeiras a vapor de nova geração com potência combinada de 180 mil shaft horse power, transmitida a quatro hélices, enquanto a geração elétrica a bordo chega a cerca de 18 megawatts.
Esse volume de energia sustenta não apenas os sistemas internos do navio, mas também a operação aérea, os sensores, os equipamentos de missão e a rotina de uma tripulação numerosa durante deslocamentos longos.
Sensores, radares e guerra eletrônica
Outro ponto decisivo está na modernização dos sensores e dos sistemas de comando, indispensáveis para o emprego de um porta-aviões em ambiente de combate.
O governo indiano informou que a embarcação recebeu radares de vigilância aérea de longo alcance, suíte avançada de guerra eletrônica e um conjunto de equipamentos destinado a manter um amplo perímetro de monitoramento em torno do grupo naval.
Também foram incorporados sistemas de apoio à operação aérea, como o LUNA Landing System, o DAPS e recursos de iluminação de convés, voltados à recuperação e ao controle de aeronaves embarcadas.
Papel estratégico na Marinha Indiana
Na prática, o Vikramaditya passou a funcionar como núcleo de um sistema mais amplo de combate marítimo, e não como unidade isolada.
Ao apresentar o navio, o Ministério da Defesa indiano afirmou que sua entrada em serviço ampliaria o alcance e a capacidade operacional da marinha, enquanto o então chefe naval destacou que a incorporação ajudaria a preencher o intervalo entre o envelhecimento do INS Viraat e a chegada do porta-aviões indígena Vikrant.
O movimento também se encaixou na estratégia de consolidar uma marinha capaz de operar em águas azuis, com presença consistente no Oceano Índico e em áreas mais distantes.
Manutenção recente e futuro do navio
Esse histórico explica por que o Vikramaditya segue tratado em Nova Déli como um ativo estratégico de longo prazo, mesmo após mais de uma década desde o comissionamento.
Em 30 de novembro de 2024, o Ministério da Defesa assinou com a Cochin Shipyard Limited um contrato de 1.207,5 crore de rúpias para o short refit and dry docking da embarcação.
Na ocasião, o governo declarou que, ao término do ciclo de manutenção, o navio retornará à frota ativa com capacidade de combate aprimorada, além de apresentar o projeto como impulso à infraestrutura indiana de manutenção naval.
O peso simbólico do porta-aviões também decorre da imagem que ele projeta sobre a própria ambição naval indiana.
Poucas embarcações combinam, de maneira tão visível, herança soviética, reforma russa, operação indiana, convés de grandes dimensões e uma ala aérea capaz de sustentar missões de combate em alto-mar.
Por isso, o INS Vikramaditya permanece no centro do debate sobre a capacidade da Índia de sustentar presença militar continuada no espaço marítimo que considera prioritário para sua segurança e sua influência regional.

O más engraçado é que na guerra moderna porta aviões apenas são peças que custam valores absurdos e não são projetados pra lhe dar com drones e mísseis. Um país que desenvolva um sistema eficiente de mísseis, drones e radares, além de uma rede de satélite para georreferenciamento… Consegue facilmente se defender e obliterar esses porta aviões. E por um custo bem menor. Afinal o custo e tempo de se produzir mísseis é infinitamente menor que o de se construir e manter essas embarcações enormes. A guerra do irã, pra quem acompanha pelas mídias não convencionais (já que as convencionais possuem uma tendência a reproduzir apenas o discurso Americano e Israelense). Se percebe o estrago que o Irã está infligindo ao destruir bases e radares americanos de monitoramento de antecipado de mísseis. Além de passar e atingir alvos estratégicos por todo o território de Israel, ao ponto de proibirem a população de postar vídeo dos ataques dentro de Israel. Essa história de navios grandes de guerra é uma retórica antiga onde Estados Unidos com um hábito de ficar indo a outros continentes para atacar países usava as frotas navais para deslocar grande parte de seus ativos. Na guerra moderna tem muito pouca utilidade e não representa uma força que proteja um país quando se trata de defender seu território. Os países ao redor do mundo deveriam aprender com essa guerra do irã e focar em desenvolver e aprimorar programas de mísseis com tecnologias nacionais e radares e satélites. Com distribuição por todo território em locais não divulgados publicamente por interesse de proteção da soberania e estratégia de defesa diante de um possível agressor. Isso sim torna um país com forte poder militar pra defesa.
Es de papel de pildo paldo
Que se habrá tomado el que escribio la nota!!! Solo las 2 anclas juntas pesan 4,5 toneladas!!
Jajaja y que me dices del combustible rinde para 7 millas náuticas y tiene una tripulación de 1.6 personas jajaja