Inspirada por apagões na Índia, jovem desenvolve tecnologia renovável de baixo custo com material piezoelétrico e conquista prêmio internacional ao propor solução para problema global
Em um cenário mundial marcado por crises energéticas, mudanças climáticas e desafios no abastecimento de eletricidade, uma jovem americana de apenas 13 anos chamou a atenção do mundo ao apresentar uma solução surpreendentemente simples e econômica. Maanasa Mendu desenvolveu um equipamento capaz de gerar energia limpa por aproximadamente R$ 16, mostrando que inovação não depende de idade — mas sim de propósito, criatividade e ciência aplicada.
A informação foi divulgada pela BBC, conforme reportagem publicada em 28 de outubro de 2016, com dados fornecidos pela Discovery Education, organização responsável pela competição científica que premiou a jovem inventora.
Como funciona o dispositivo de energia limpa criado por Maanasa Mendu

Maanasa Mendu venceu um concurso de jovens talentos científicos nos Estados Unidos e recebeu um prêmio de US$ 25 mil dólares (cerca de R$ 80 mil) ao apresentar o dispositivo chamado “Harvest” (que significa “colheita”, em inglês). O equipamento captura energia constantemente disponível ao nosso redor e a transforma em eletricidade limpa.
-
Itaipu impressiona o mundo: hidrelétrica com 20 turbinas e 14.000 MW gera mais de 2,9 bilhões de MWh e lidera produção global de energia limpa
-
Aneel revoga termelétricas da CMAA após restrições na rede e excesso de energia no sistema
-
Energisa anuncia plano de investimento em energia e gás com impacto direto na expansão da rede e na confiabilidade do fornecimento ao consumidor
-
Leilão de baterias no Brasil pode movimentar R$ 13,9 bilhões e atrair gigantes chinesas como BYD, CATL, Sungrow e Huawei no mercado de armazenamento de energia
Segundo a própria Mendu explicou ao programa Newsday, da BBC:
“O dispositivo captura a energia que está constantemente disponível ao nosso redor para criar energia limpa.”
Inicialmente, a jovem pretendia focar exclusivamente na energia eólica. No entanto, com a orientação de sua mentora, a engenheira Margaux Mitera, ela ampliou o projeto e passou a integrar outras fontes naturais, como:
- Energia solar (por meio de pequenas células solares)
- Energia do vento
- Energia gerada por precipitações
Além disso, o equipamento utiliza um material piezoelétrico, capaz de converter força mecânica em eletricidade. Esse material, quando acoplado ao dispositivo, gera energia a partir de movimentos naturais do ambiente.
Embora o protótipo ainda fosse rudimentar na fase inicial, ele cumpriu seu principal objetivo: produzir energia renovável de maneira simples, funcional e de baixo custo.
A inspiração: apagões recorrentes e um problema global

A motivação para desenvolver o dispositivo surgiu durante uma viagem à Índia. Todos os anos, segundo Maanasa, sua família enfrenta apagões recorrentes no país.
“Para mim, isso significa não ter acesso temporariamente ao ar-condicionado ou à eletricidade. Mas, para mais de um quinto da população mundial, os apagões são uma realidade permanente”, afirmou.
Esse dado é crucial. Enquanto muitas pessoas lidam com quedas temporárias de energia, uma parcela significativa da população mundial vive sem acesso constante à eletricidade. Portanto, a proposta de criar um sistema de iluminação acessível e sustentável não é apenas inovadora — é urgente.
Além disso, embora a tecnologia piezoelétrica não seja nova, o interesse nesse tipo de solução vem crescendo nos últimos anos. Especialistas enxergam nessa técnica uma possível alternativa para enfrentar desafios de abastecimento energético no longo prazo.
Concurso científico e reconhecimento internacional

Maanasa competiu com outros nove finalistas no concurso promovido pela Discovery Education. Entre os projetos apresentados estavam:
- Bactérias geradoras de energia
- Sensor para auxiliar pessoas com dificuldades físicas
- Simulador de reanimação cardiopulmonar
- Dispositivo para controle da poluição
Ainda assim, o projeto da jovem se destacou por unir impacto social, sustentabilidade e viabilidade econômica.
Bill Goodwyn, diretor executivo da Discovery Education, destacou o espírito da competição:
“A cada ano, esse concurso nos relembra a ingenuidade inspiradora que obtemos ao colocar a nossa geração mais jovem para aplicar a ciência, o pensamento crítico e a criatividade com o objetivo de sugerir soluções para problemas do mundo real.”
Após vencer o prêmio, Mendu afirmou que pretende desenvolver um protótipo mais complexo, com potencial de comercialização. Ou seja, o projeto pode evoluir de um experimento escolar para uma solução aplicável em larga escala.
Juventude, ciência e impacto real
A história de Maanasa Mendu reforça um ponto essencial: jovens talentos científicos podem transformar problemas globais em oportunidades de inovação. Além disso, quando ciência, pensamento crítico e criatividade caminham juntos, surgem soluções que beneficiam milhões de pessoas.
Seu dispositivo de energia limpa de apenas R$ 16 representa muito mais do que um experimento premiado. Ele simboliza esperança para regiões afetadas por apagões e reforça a importância da educação tecnológica desde cedo.
Se uma jovem de 13 anos conseguiu propor uma alternativa sustentável ao problema energético mundial, o que mais a nova geração pode criar nos próximos anos?

-
-
3 pessoas reagiram a isso.