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CB Bioenergia recebe aval da ANP para produzir etanol de trigo no RS

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 12/01/2026 às 11:04
Com aval da ANP, CB Bioenergia inicia produção de etanol de trigo em Santiago e projeta expansão do biocombustível até 2027.
Foto: IA
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Com aval da ANP, CB Bioenergia inicia produção de etanol de trigo em Santiago e projeta expansão do biocombustível até 2027.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a CB Bioenergia a iniciar a produção de etanol de trigo em Santiago, no Rio Grande do Sul, tornando a unidade a primeira do país habilitada a fabricar esse tipo de biocombustível.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira, dia 8, e representa um avanço relevante para a diversificação da matriz energética brasileira, além de abrir um novo mercado para a cadeia do trigo nacional. 

Com a liberação, a empresa passa a operar oficialmente após cumprir todas as exigências técnicas, ambientais e regulatórias.

O início das atividades ocorre em um momento estratégico, marcado pela busca por fontes renováveis e pela valorização de alternativas ao etanol tradicional de milho e cana-de-açúcar. 

CB Bioenergia aposta no etanol de trigo como alternativa estratégica 

A planta industrial da CB Bioenergia, instalada em Santiago (RS), foi projetada para processar cerca de 100 toneladas de trigo por dia.

Com essa capacidade inicial, a expectativa é produzir até 12 milhões de litros de etanol de trigo por ano, já na primeira fase de operação. 

Esse modelo produtivo posiciona o trigo como uma nova matéria-prima para o setor de biocombustível, ampliando o aproveitamento agrícola e oferecendo maior previsibilidade de renda aos produtores da região Sul.

Além disso, a iniciativa reduz a dependência de culturas mais tradicionais, contribuindo para a resiliência do setor energético. 

Investimento inicial fortalece economia de Santiago e da região 

Para viabilizar a implantação da unidade, a CB Bioenergia investiu aproximadamente R$ 100 milhões na primeira fase do projeto.

O aporte envolveu a construção da planta industrial, aquisição de equipamentos e adaptação da infraestrutura local. 

O empreendimento gera impactos diretos e indiretos na economia de Santiago, estimulando a geração de empregos, a contratação de serviços e o fortalecimento da cadeia agroindustrial.

Assim, o município passa a integrar um seleto grupo de polos produtores de biocombustível no país. 

Expansão prevista pode quintuplicar produção até 2027 

Enquanto isso, a estratégia da empresa vai além da operação inicial.

Até 2027, a CB Bioenergia projeta ampliar significativamente a capacidade da unidade de Santiago, com produção estimada entre 45 e 50 milhões de litros de etanol de trigo por ano. 

Para atingir esse volume, serão necessários investimentos adicionais que somam cerca de R$ 500 milhões.

A expansão deverá incluir novas linhas de produção, aumento da capacidade de processamento do cereal e melhorias logísticas, consolidando o projeto como um dos mais relevantes do setor de biocombustível no Sul do Brasil. 

Licença ambiental foi passo decisivo antes da autorização da ANP 

Antes da liberação da ANP, a CB Bioenergia já havia avançado em outra etapa fundamental.

Em novembro do ano passado, a empresa recebeu a Licença de Operação (LO) concedida pelo governo do Rio Grande do Sul. 

Essa licença atestou que a planta atende às exigências ambientais e operacionais, assegurando que a produção do etanol de trigo ocorra dentro dos padrões legais.

Portanto, a autorização da ANP completa o ciclo regulatório necessário para o funcionamento da usina. 

Produção de biocombustível amplia papel do trigo na matriz energética 

Assim, a autorização da ANP reforça a tendência de diversificação das fontes de biocombustível no Brasil.

Então o etanol de trigo surge como uma alternativa complementar, com potencial para fortalecer a segurança energética e agregar valor à produção agrícola regional. 

Além disso, o projeto da CB Bioenergia em Santiago sinaliza novas oportunidades para o setor, incentivando inovação, investimentos e maior integração entre agricultura e energia.

Com isso, o país dá mais um passo rumo a uma matriz energética mais diversificada e sustentável. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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