Reconhecimento internacional destaca modelo inovador que une ciência, finanças e impacto socioambiental na restauração de florestas nativas

O Brasil acaba de ganhar destaque no cenário internacional da sustentabilidade. Bruno Mariani, fundador e CEO da Symbiosis Investimentos, tornou-se o primeiro brasileiro a receber a Medalha Weizmann em Ciências e Humanidades. A informação foi divulgada pela Redação CicloVivo, em 9 de dezembro de 2025, ressaltando o caráter transformador de sua atuação no reflorestamento de áreas degradadas.
O reconhecimento internacional não apenas celebra uma trajetória pessoal, mas também evidencia o potencial econômico e ambiental do Brasil na restauração de florestas nativas. Além disso, reforça que a integração entre ciência, inovação, finanças e impacto socioambiental pode gerar resultados concretos.
Ao reflorestar áreas degradadas, o modelo desenvolvido por Mariani cria territórios biodiversos e produtivos. Portanto, trata-se de uma abordagem que vai além da recuperação ambiental: ela também fortalece economias locais e amplia serviços ecossistêmicos essenciais.
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Como a Symbiosis transforma áreas degradadas em florestas produtivas
Após construir uma sólida carreira no setor financeiro, Bruno Mariani decidiu dedicar-se integralmente à restauração ecológica em larga escala. Essa mudança ocorreu em um momento crítico, marcado por crescente degradação ambiental no mundo.
À frente da Symbiosis Investimentos, ele uniu conhecimento financeiro à paixão pela natureza e investiu no melhoramento genético e no plantio em larga escala de espécies arbóreas nativas. Consequentemente, o projeto passou a demonstrar que é possível conciliar retorno financeiro com regeneração ambiental.
Segundo dados divulgados pela própria empresa, Mariani lidera iniciativas que já promoveram a regeneração de milhares de hectares de Mata Atlântica. Esse processo contribui diretamente para a recuperação da biodiversidade, melhoria do solo e da qualidade da água, além do fortalecimento de economias locais.
O modelo combina ciência, tecnologia e visão empresarial. Dessa forma, áreas degradadas se transformam em florestas produtivas e resilientes. Além disso, o projeto amplia serviços ecossistêmicos fundamentais, como polinização, sequestro de carbono e produção sustentável de madeira.
Em seu site oficial, a Symbiosis destaca a visão estratégica de seu fundador: o Brasil possui potencial para restaurar 12 milhões de hectares de florestas. No entanto, essa restauração precisa ir além da proteção ambiental. Ela deve gerar empregos, renda e desenvolvimento para comunidades locais.
Apoio institucional e expansão internacional da restauração florestal

A Symbiosis atua principalmente no reflorestamento de pastagens degradadas com espécies nativas da Mata Atlântica. Ao cultivar árvores nativas — muitas delas ameaçadas de extinção — a empresa fortalece a biodiversidade e cria uma nova referência em produção sustentável de madeira, denominada Silvicultura de Espécies Nativas.
Além disso, a operação baseia-se integralmente em ciência e inovação. Atualmente, a pesquisa para melhoramento de espécies nativas conta com apoio do BNDES, da Coalizão Brasil Clima, Floresta e Agricultura e do Bezos Earth Fund.
A empresa também integra o Restore Fund da Apple, iniciativa voltada a soluções baseadas na natureza para enfrentar as mudanças climáticas. Recentemente, recebeu um empréstimo do BNDES por meio do Fundo Clima para financiar a implantação de novas áreas restauradas.
A relação com o Instituto Weizmann de Ciências ganhou força em 2018, após uma palestra do pesquisador Rafael Stern organizada pelos Amigos do Weizmann em São Paulo. Posteriormente, a colaboração científica resultou em publicação conjunta. Em 2023, o vice-presidente do Instituto, Prof. Roee Ozeri, e o presidente Prof. Alon Chen visitaram a Bahia para conhecer de perto as áreas restauradas.
Agora, Bruno Mariani assume o cargo de Chair do novo Hub de Sustentabilidade do Weizmann na América Latina. A iniciativa reunirá apoiadores engajados na pauta ambiental e promoverá diálogo com pesquisadores internacionais. Além disso, ele também é presidente do Conselho do Funbio – Fundo Brasileiro para a Biodiversidade.
Em síntese, o prêmio recebido por Bruno Mariani consolida o Brasil como protagonista na restauração ecológica global. Mais do que uma conquista individual, o reconhecimento reforça que o reflorestamento de áreas degradadas pode gerar biodiversidade, renda e desenvolvimento sustentável.
Você acredita que o Brasil pode liderar o mundo na restauração de florestas nativas nos próximos anos?

Sim. O Brasil,depois de 500 anos de devastação de seus biomas,tem esta conta a pagar e procurar compensar 5 séculos de ganância e ignorância dos efeitos destas devastacoes.
Parabéns a este grande empresário brasileiro,consciente de sua parcela e colaboração em prol da natureza através do reflorestamento,aonde poderíamos diminuir de forma exponencial os fortes impactos do aquecimento global;
Quê sirva também de exemplo para muitos outros empresários.
Fantástico