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Tecnologia brasileira integrará a construção do maior telescópio óptico e infravermelho do mundo; saiba o que ele vai descobrir

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 05/12/2025 às 18:54
O Brasil contribui para o desenvolvimento do MOSAIC, instrumento do Telescópio Extremamente Grande, que promete revolucionar a astronomia mundial.
O Brasil contribui para o desenvolvimento do MOSAIC, instrumento do Telescópio Extremamente Grande, que promete revolucionar a astronomia mundial. Foto: ESO/L. Calçada
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O Brasil contribui para o desenvolvimento do MOSAIC, instrumento do maior telescópio do mundo, que promete revolucionar a astronomia mundial.

O Telescópio Extremamente Grande (ELT), que será o maior telescópio óptico e infravermelho do planeta, terá participação significativa do Brasil no desenvolvimento de um de seus principais instrumentos.

O país ficará responsável pelo MOSAIC, espectrógrafo multi-objeto que permitirá observar centenas de estrelas e galáxias simultaneamente, abrindo novas possibilidades para o estudo do universo.

A instalação do telescópio está em andamento no deserto do Atacama, no Chile, com operação prevista para o final da década.

A participação brasileira é coordenada pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG/USP) e pelo Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA/MCTI), com apoio financeiro da FAPESP.

O projeto envolve ainda instituições de 13 países da Europa, América do Norte e América do Sul, tornando o MOSAIC um esforço científico global.

MOSAIC: Participação brasileira no ELT impulsiona nova era de descobertas astronômicas

O MOSAIC permitirá estudar múltiplos alvos ao mesmo tempo, observando até 140 objetos em resolução média e 80 em alta resolução.

Segundo Beatriz Barbuy, professora do IAG/USP, “seria inviável fazer observações individuais quando há vários alvos na mesma região do céu”.

O instrumento divide a luz em faixas visíveis e infravermelhas, ajudando a identificar elementos químicos, medir movimentos de estrelas e galáxias e entender a formação de estruturas cósmicas.

Com essa tecnologia, pesquisadores poderão observar objetos muito distantes e fracos, superando limitações dos telescópios atuais e complementando descobertas feitas pelo Telescópio James Webb.

O Brasil será responsável pelo Instrument Core System, núcleo mecânico do MOSAIC. Ele inclui a plataforma estrutural, o rotator — que acompanha o movimento da Terra — e o suporte para unidades ópticas e fibras.

Tudo precisa operar com extrema precisão: “Não pode haver movimento maior que 50 mícrons em uma estrutura de cerca de 25 toneladas”, explica Barbuy.

Essa engenharia de ponta garante que os alvos permaneçam estáveis durante longas observações, essencial para medições precisas e confiáveis.

O Brasil contribui para o desenvolvimento do MOSAIC, instrumento do Telescópio Extremamente Grande, que promete revolucionar a astronomia mundial. Foto: ESO/L. Calçada
Foto: ESO/L. Calçada

Impacto científico e futuro do projeto do Telescópio

O Telescópio Extremamente Grande terá o maior espelho já construído para observação óptica, permitindo estudos inéditos do cosmos.

O MOSAIC deve começar a operar entre 2032 e 2035, com conclusão prevista para 2039.

A participação brasileira coloca o país em destaque no cenário internacional de instrumentação astronômica.

“O Brasil terá engenharia e ótica de ponta, garantindo presença ativa na evolução da instrumentação científica”, afirma Barbuy.

Com o ELT e o MOSAIC, pesquisadores brasileiros terão acesso a observações inéditas de galáxias distantes, estrelas muito fracas e regiões do universo nunca estudadas.

A contribuição nacional no projeto reforça o protagonismo do Brasil na ciência global e consolida a capacidade tecnológica do país para futuros desafios astronômicos.

Fonte: Revista Galileu

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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