Nascida em 5 de março de 1910, brasileira de 116 anos atravessou dois séculos e se torna referência para entender a evolução demográfica do país
Uma mulher nascida em 5 de março de 1910 alcançou 116 anos de idade e passou a integrar a raríssima lista das pessoas mais longevas do Brasil. Atualmente reconhecida como a mulher viva mais velha do país e a segunda mais velha do mundo, ela representa um marco estatístico em um cenário em que a expectativa média de vida do brasileiro gira em torno de pouco mais de 70 anos.
A informação foi divulgada por “Portal Nordeste Vivo”, conforme reportagem baseada em vídeo compartilhado nas redes sociais pelo morador Joelson, que apresentou dados sobre a idade, o local de nascimento e a trajetória da idosa. Segundo o canal, ela vive no sítio Bandeira, zona rural de Brejo da Madre de Deus, Pernambuco, onde permaneceu durante praticamente toda a vida.
Contudo, mais do que um caso individual, os 116 anos dessa brasileira permitem observar a transformação demográfica do país ao longo de mais de um século. Quando ela nasceu, em 1905, o Brasil ainda enfrentava altos índices de mortalidade infantil, acesso limitado a serviços médicos e infraestrutura precária nas áreas rurais.
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Do Brasil de 1905 ao século XXI: como a expectativa de vida mudou
Em 1905, o Brasil registrava uma expectativa de vida média inferior a 35 anos. Desde então, o país passou por profundas mudanças sanitárias, econômicas e sociais. Ao longo do século XX, políticas públicas de vacinação, ampliação do acesso à água tratada e expansão do sistema de saúde contribuíram para elevar gradualmente a longevidade da população.
Nesse contexto, alcançar 116 anos representa um fenômeno demográfico raro. Estatisticamente, indivíduos que ultrapassam os 110 anos recebem a classificação de supercentenários. Portanto, a marca alcançada por essa brasileira posiciona o caso dentro de um grupo extremamente restrito no mundo.
Ela teve 14 irmãos ao todo. Entretanto, apenas dois chegaram à fase adulta, um dado que ilustra os altos índices de mortalidade no início do século XX. Seu primeiro filho, mais velho que Pedro dois anos, faleceu com apenas seis dias de nascido. Posteriormente nasceu Pedro, hoje com 62 anos, já aposentado.
Além disso, a idosa não anda há cerca de 12 anos e permanece em uma cama adaptada dentro da própria residência. Ainda assim, mantém períodos de lucidez e consegue recordar episódios da infância e juventude, oferecendo relatos sobre o modo de vida rural de décadas passadas.
Durante a juventude, ela trabalhou com atividades típicas da economia agrícola local, como arrancar caruá, produzir cordas para venda e auxiliar no cultivo com enxada. Naquele período, o preparo de alimentos ocorria em fogões à lenha, pois não havia dinheiro para gás, e a alimentação variava conforme a disponibilidade.
Longevidade, vínculos familiares e rotina estruturada
Atualmente, ela recebe cuidados diários do filho Pedro e da nora. Pedro acorda cedo para realizar atividades no sítio e também organiza a alimentação da mãe. Ele compra regularmente 1 kg ou 2 kg de feijão de corda maduro, alimento que ela prefere, além de arroz, macarrão e, quando solicitado, peixe ou peito de galinha.
Ela não mantém horário fixo para refeições. Quando sente fome, solicita alimento. Em alguns dias, prefere bolacha com leite; em outros, consome pequenas porções de feijão ou arroz. O consumo é reduzido e adaptado às suas condições físicas.
Questionada sobre o segredo para viver 116 anos, ela responde de forma direta: “Para morrer, basta um espirro. Eu já passei do tempo.” A declaração demonstra consciência da própria idade e uma perspectiva serena sobre o envelhecimento.
Pedro afirma que nunca se afastou por longos períodos. Em determinado momento da vida, passou dois períodos — um de 7 anos e outro de 5 meses — morando em uma casa de papelão em outra região. Ainda assim, manteve o vínculo e retornava sempre que possível.
Ela já quebrou três camas ao longo dos anos e atualmente utiliza uma nova, doada há seis meses por uma conhecida. Embora não aprecie banho diário, gosta de pentear o cabelo e usar perfume, mantendo hábitos pessoais.
Do ponto de vista demográfico, casos como esse ajudam pesquisadores a compreender fatores associados à longevidade extrema, como rotina estável, vínculos familiares constantes, alimentação simples e contexto ambiental menos exposto a grandes centros urbanos.
Portanto, a trajetória dessa brasileira nascida em 1910 permite observar, de maneira concreta, a evolução da expectativa de vida no Brasil. De um país onde a média não ultrapassava 35 anos no início do século XX para uma nação onde já se superam os 70 anos, a história individual se conecta à transformação coletiva.
E você, ao analisar como a expectativa de vida no Brasil mais que dobrou desde 1905, acredita que o país está preparado para lidar com uma população cada vez mais longeva?
Fonte: Santa Cruz

Bons hábitos associados a boa genética fazem isso. Li muitas matérias em revistas europeias nos anos 70. Hoje preferem ultraprocessados. Na época da covid houve muitos idosos se recuperando bem por isso. Eu trabalhava na área da saúde na época.
Pedro deve ser neto dela….
A não ser que ela tenha tido um filho aos 54 anos…
Yo también estaba haciendo mis cuentas cuando leí tu comentario
🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏👏👏👏👏👏👏👏
Que bela Reportagem! Que lição de Vida de Dona Rita e Filho. Que Amor indescritível!!! Esta Mulher guerreira não era pra estar mais nestas condições. Pessoas no seu entorno, o poder público, pessoas de Coração puro ( só os Puros de Coração verão a Deus, diz o texto bíblico) deveriam está dando assistência social da melhor maneira possível. Dona Rita, Eu moro longe, fica difícil poder ajudar. Todavia, peço a JESUS CRISTO que use, toque algum Coração bondoso pra estender as mãos para Ela. 🤝🫱🫲🤝🫱🤝🙏🕊️🤗 . Osmar Silva Coelho. OsMARaviLHA ❤️❤️❤️