Com 170 cv, tração 4×4 e consumo de 12,5 km/l, este SUV da Jeep é uma opção robusta no mercado de usados, mas exige atenção a pontos críticos.
Encontrar um SUV da Jeep com motor a diesel, tração 4×4 e câmbio automático por menos de R$ 95 mil coloca o Jeep Renegade Longitude 2017 no radar de muitos compradores. O modelo se destaca pela força bruta de seu motor 2.0 Multijet de 170 cv e um torque de 35,7 kgfm, números que prometem desempenho robusto e economia de combustível, com médias que podem superar os 12,5 km/l na estrada.
No entanto, a decisão de compra deste utilitário esportivo vai além da ficha técnica. Embora atraente pelo preço (com FIPE na casa dos R$ 85 mil) e pela capacidade off-road, o modelo 2017 carrega um histórico de problemas crônicos relatados, especialmente no câmbio de 9 marchas. Esta análise aprofunda detalha o que o comprador precisa inspecionar antes de fechar negócio, ponderando o custo-benefício real do veículo.
O coração do jipe: análise do conjunto motriz
O epicentro da proposta deste SUV da Jeep é seu motor 2.0 Multijet turbo diesel. Com 170 cv de potência e um robusto torque de 35,7 kgfm a baixas 1.750 rpm, o propulsor define a experiência de condução. Conforme dados de portais automotivos como Webmotors e Carros na Web, essa força se traduz em aceleração de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e velocidade máxima de 190 km/h, números notáveis para um veículo de 1.636 kg.
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Acoplado ao motor está o câmbio automático ZF de 9 marchas. Sua vantagem técnica são as marchas curtas para força e as longas (oitava e nona) para economia em estrada. No entanto, a experiência no mundo real revela um paradoxo. Relatos compilados em uma reportagem do portal Mobiauto sobre problemas crônicos apontam para um comportamento hesitante, com trancos ou solavancos em trocas de marchas baixas no trânsito urbano, criando uma experiência que pode ser frustrante no dia a dia.
O sistema de tração integral “Jeep Active Drive” confere a legitimidade off-road, com capacidade de desconectar o eixo traseiro para economizar combustível e acoplá-lo automaticamente ao detectar perda de aderência. O seletor de terrenos Selec-Terrain e a boa altura livre do solo (200 mm) reforçam sua posição como o SUV compacto mais capaz de sua época.
A questão do consumo: entre a promessa e a realidade
A eficiência é um pilar da versão diesel. Dados oficiais de consumo, levantados por portais como Carros na Web, apresentam variações: alguns apontam 12,3 km/l (cidade) e 15,9 km/l (estrada), enquanto outros, mais conservadores, indicam 9,4 km/l e 11,5 km/l, respectivamente. A meta de 12,5 km/l em uso misto parece, portanto, perfeitamente plausível.
A voz da experiência, registrada na seção de “Opinião do Dono” do portal Carros na Web, ajuda a construir um cenário mais realista e positivo. Alguns proprietários relatam médias excepcionais de 18 km/l e até 20,2 km/l em trechos rodoviários específicos sob condições ideais. Conclui-se que a meta de 12,5 km/l é conservadora para uso misto; em viagens, é esperado que o veículo supere essa marca com facilidade.
Vida a bordo e o dilema crítico do porta-malas
A versão Longitude 2017 era bem recheada para a época. A lista de equipamentos de série inclui itens importantes como controles de tração e estabilidade, ar-condicionado digital automático de duas zonas, central multimídia Uconnect com GPS e câmera de ré, e bancos revestidos em couro, que se tornaram padrão naquela linha.
O interior é um trunfo, com posição de dirigir elevada e acabamento considerado superior à média do segmento, como o painel emborrachado (soft-touch). A “sensação Jeep”, com detalhes de design robustos, cria uma atmosfera única que o distingue dos concorrentes mais sóbrios.
Apesar das qualidades, o Renegade sofre de uma falha prática fundamental: seu porta-malas. Com capacidade declarada de apenas 260 litros (segundo fichas técnicas de portais como Carros na Web), o compartimento é extremamente limitado, menor que o de muitos hatches compactos. Este é um dos maiores pontos de insatisfação, como confirmado por depoimentos na seção de “Opinião do Dono” do Carros na Web, criando uma contradição para um carro focado em aventura e viagens.
Confiabilidade: os problemas crônicos que exigem atenção

A aquisição de um Renegade Diesel 2017 exige uma avaliação criteriosa de seu histórico. Uma reportagem do portal Mobiauto, focada em problemas crônicos do modelo, detalha um padrão de falhas que o comprador deve conhecer. O motor 2.0 Diesel, por exemplo, tem múltiplos relatos de perda súbita de potência durante a condução, onde a luz da injeção acende e o veículo entra em modo de segurança.
O câmbio automático de 9 marchas, como já mencionado, é outra fonte comum de reclamações. Trancos, hesitações e dificuldade no engate são problemas relatados, com alguns casos surgindo com quilometragem relativamente baixa, por volta de 40.000 km, segundo o Mobiauto. Falhas elétricas e ruídos na suspensão (especialmente bieletas) também são mencionados com frequência por proprietários.
É crucial exigir o histórico completo de manutenções, verificando se os intervalos de 20.000 km (específicos da versão diesel) foram rigorosamente cumpridos. Uma inspeção pré-compra realizada por um técnico com experiência comprovada na linha Fiat/Jeep é indispensável, focando no diagnóstico por scanner do motor e câmbio e na busca por vazamentos.
O SUV da Jeep para o dono certo
O Jeep Renegade Longitude 2.0 Diesel 4×4 2017 é um veículo de nicho, com qualidades excepcionais e falhas igualmente significativas. Seus pontos fortes são o desempenho superior do motor, a excelente economia de combustível em estrada e a capacidade off-road genuína, oferecendo um pacote que nenhum concorrente direto entregava na época.
Contudo, os pontos fracos são críticos. O porta-malas de 260 litros é o principal fator limitante, tornando-o inadequado como veículo familiar principal. Além disso, o histórico de problemas crônicos no motor e, principalmente, no câmbio, representa um risco financeiro real que não pode ser ignorado. Este SUV da Jeep é, portanto, a escolha certa para um perfil de comprador bem específico: alguém que não precisa de espaço, valoriza o desempenho diesel e realmente utiliza a tração 4×4, estando ciente dos custos de manutenção que podem ser superiores à média.
Considerando o desempenho do motor diesel contra o risco de problemas crônicos no câmbio, você acha que esse SUV da Jeep vale o investimento no mercado de usados? O porta-malas pequeno seria um impeditivo para você? Compartilhe sua experiência ou sua opinião nos comentários!

Eu tenho um 2021, o ponto forte é o consumo e a potência, o ponto fraco é a coxin da caixa de marcha q já troquei 02 vezes no intervalo de 2 anos, quando estraga fica dando uns trancos na hora de troca de marchas e as bieletas q estraga com frequência.
As revisões preventivas precisa ser feita com a km certa, o meu comprei com 30.000 km, hj está com 89.000 km
Já troquei correia dentada , bomba d’água, óleo do câmbio e óleo do diferencial
Tenho um 15/16 Sport 4×4… média na cidade 10km na pista já dez 18km depende da pressa…. ñ comprei p usar off road e sim fugir do consumo loco do motor e-tork da e a bomba relógio do trocador de calor dos modelos flex. Porta malas p mim esposa e alguém q vai junto é o suficiente, mas se a dúvida é essa manda um bagageiro no teto e um abraço.
EU NÃO POSSO DIZER NADA A RESPEITO, POIS NUNCA TIVE UM. POR ENQUANTO VOU FICANDO COM O MEU UNO 1.0 FIRE, QUE É O QUE O MEU ORÇAMENTO PERMITE.