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A ilha nordestina onde as ruas são de pedra e têm uma fortaleza de 1630 que lembra tempos de piratas

Publicado em 10/03/2026 às 13:29
Ilha, Morro de São Paulo
Imagem: Ilustração
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Morro de São Paulo: ilha na Bahia sem carros reúne cinco praias numeradas, fortaleza do século XVII, travessia de 2h30 e passeios que levam visitantes a piscinas naturais e ilhas vizinhas

O destino turístico Morro de São Paulo reúne praias numeradas de 1 a 5, ruínas coloniais e deslocamentos sem carros na Ilha de Tinharé, em Cairu. O vilarejo recebe visitantes que chegam por catamarã ou lancha.

Quem chega ao vilarejo desembarca em ruas de pedra onde não circulam carros de turistas. A bagagem costuma seguir em carrinhos de mão e a locomoção acontece a pé ou por trilhas entre praias e pontos históricos.

A vila fica na Ilha de Tinharé, pertencente ao município de Cairu. As praias principais estão numeradas de 1 a 5 e ficam no lado leste da ilha, com mar calmo durante todo o ano.

As águas tranquilas fazem o mar parecer uma piscina em praticamente qualquer época. O cenário reúne praias, vegetação costeira e vestígios históricos preservados desde o período colonial.

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História colonial de Morro de São Paulo

A história da ilha remonta ao início da colonização portuguesa. Em 1531, Martim Afonso de Sousa desembarcou no local e deu à ilha o nome de Tinharé, termo de origem tupi que significa “aquela que avança sobre o mar”.

A posição estratégica na entrada da Baía de Todos os Santos atraiu corsários holandeses, franceses e piratas entre os séculos XVI e XVII. O local passou a ser usado como ponto de acesso e defesa da região.

Para conter invasões, o governador-geral Diogo Luiz de Oliveira ordenou em 1630 a construção da Fortaleza do Tapirandu. O complexo preserva 678 m de cortina de muralhas e foi tombado pelo IPHAN em 1938.

Em 1746, a ilha recebeu a Fonte Grande, considerada o maior sistema de abastecimento de água da Bahia colonial. O conjunto histórico permanece como um dos marcos antigos do vilarejo.

As cinco praias de Morro de São Paulo

As praias principais ficam alinhadas no lado leste da ilha. A Primeira Praia é a mais próxima do centro e possui cerca de 300 m de faixa de areia.

É também o ponto de chegada da tirolesa que desce do Farol. A Segunda Praia concentra barracas, restaurantes e eventos noturnos, reunindo a maior movimentação de visitantes.

A Terceira Praia é mais tranquila e abriga pousadas à beira-mar. Também funciona como ponto de saída para passeios de lancha que exploram outras áreas do arquipélago.

Já a Quarta Praia apresenta uma extensa faixa de areia com trechos quase desertos. Na maré baixa surgem piscinas naturais entre recifes de coral.

A Quinta Praia, conhecida como Praia do Encanto, é a mais isolada. O local reúne coqueiros, poucas pousadas e uma atmosfera de maior tranquilidade.

Passeios e atividades em Morro de São Paulo

O passeio mais procurado é a Volta à Ilha, realizado em lanchas que saem da Terceira Praia. O trajeto dura um dia inteiro.

Durante o percurso, os visitantes fazem paradas nas piscinas naturais de Garapuá e Moreré. O roteiro também inclui passagem pela Ilha de Boipeba.

Outra atividade popular é a tirolesa instalada no alto do morro. O percurso liga o Farol à Primeira Praia.

São 340 m de extensão e cerca de 50 m de altura, com chegada diretamente no mar. A atração permite descer o morro em linha reta até a água.

Para quem prefere caminhar, existe uma trilha costeira que liga o vilarejo à Gamboa. O caminho passa por um paredão de argila onde visitantes costumam tomar banho de lama.

O retorno normalmente ocorre de barco, pois a maré sobe e cobre trechos da trilha. O passeio segue o ritmo das condições naturais da costa.

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Gastronomia e clima da ilha

A culinária local reúne pratos tradicionais baianos preparados com frutos do mar. Restaurantes e barracas se concentram principalmente no centrinho e ao longo da Segunda Praia.

Entre as opções aparecem moqueca baiana preparada com peixe, camarão ou lagosta, além do bobó de camarão feito com creme de mandioca.

Também são servidos acarajé recheado com vatapá, caruru e camarão seco, além da lambreta grelhada com limão e manteiga.

Nas barracas de praia, caipirinhas de frutas como cajá, graviola, cacau e maracujá são comuns entre os visitantes.

O clima mantém temperaturas acima de 25 °C durante todo o ano. A temporada mais seca ocorre entre setembro e março, quando o mar fica mais cristalino.

Entre abril e agosto, as chuvas aparecem com maior frequência, mas costumam ser rápidas e não impedem os passeios.

Como chegar

A forma mais comum de acesso é pelo catamarã que parte do Terminal Turístico Náutico da Bahia, atrás do Mercado Modelo, em Salvador.

A travessia dura cerca de 2h30 até o píer do vilarejo. Outra alternativa é o trajeto semiterrestre.

Nesse percurso, vans seguem até Valença em cerca de 4h por estrada. Depois, uma lancha rápida faz a travessia final de 15 minutos.

Também existem voos até o Aeroporto Regional de Valença. A partir dali, o acesso final ocorre por barco.

Dentro da ilha, deslocamentos mais longos podem ser feitos com trator, quadriciclo ou barco-táxi. Ainda assim, a maior parte das distâncias no Morro de São Paulo continua sendo percorrida a pé.

Com informações de Correio Braziliense.

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ADNEN RAJAB
ADNEN RAJAB(@arf_geologia)
Active Member
14/03/2026 18:33

Não va a Morro de São Paulo porque está repleto de vândalos que deram baixa do exército israelense e escolheram este paraíso para liberar os demônios que trouxeram e lavar as mãos sanguinárias em suas praias

Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

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